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domingo, 26 de abril de 2015

Plataforma que Integra Sisu, Prouni e Fies Deve Sair Este Ano

No mês de fevereiro, o então ex-ministro da educação Cid Gomes, anunciou que pretendia criar um ambiente virtual no qual os estudantes poderiam se inscrever no Fies da mesma forma que acontece com o Sisu e Prouni (leia a notícia completa).
Dando sequência ao planejamento do Ministério da Educação (MEC), o atual ministro Renato Janine Ribeiro afirmou, na última quinta-feira (23), que a plataforma que integra os programas de acesso ao ensino superior que utilizam o Enem deve ser lançada ainda neste ano de 2015.
O objetivo da criação da ferramenta é facilitar e tornar mais prática a participação dos estudantes. Hoje o aluno se inscreve no Sisu, Prouni ou Fies de forma independente, tendo que realizar três processos diferentes. Conforme esclareceu Janine, com este novo sistema, a inscrição é realizada uma vez só numa plataforma unificada, que aproveita os dados cadastrados.
A ideia é a seguinte: não ter que três vezes entrar em três plataformas diferentes ou três vezes entrar na mesma plataforma e preencher tudo. Todos os dados já estão lá. Uma vez feita a inscrição, é só afirmar, no caso de não ter sido atendido, que quer passar para uma outra oferta de programa federal de acesso ao ensino superior.
Neste novo modelo, as inscrições continuariam a ser realizadas em períodos diferentes. Primeiro o candidato se inscreve no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para disputa de vagas nas universidades públicas. Caso não seja aprovado e cumpra com os pré-requisitos exigidos, poderá posteriormente utilizar os dados no próprio sistema para disputa de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), em instituições particulares.
Por fim, como última etapa, terá ainda a oportunidade de tentar a contratação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), para financiar sua faculdade e começar a pagar somente depois de 18 meses.
O ministro também não descarta a inclusão do Sisutec (Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica), que classifica estudantes para instituições de ensino técnico participantes, no ambiente virtual integrado.
A previsão de lançamento do sistema é para o final do ano, após a realização do exame nacional.

Recebido por email de:
InfoEnem

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Professor não pode ter um automóvel!!! (desabafo em tempos de GREVE)



Em tempos de greve...Tenho escutado frequentemente a seguinte fala: "esses professores todos de carro e tão aí grevando"...

Infelizmente vivemos numa sociedade hipócrita que ao ser perguntada sobre a importância da educação, prontamente se diz sabedora da fundamental importância da mesma. No entanto, no âmbito do pessoal, frequentemente tenho escutado esse argumento sobre a greve na educação. Uma sociedade onde um médico pode ter automóvel, um policial pode ter também, o mecânico, o ambulante, o bananeiro, o vigia, o delegado, o bombeiro, enfim, qualquer um pode ter um automóvel; mas o professor esse não. Não nos é permitido também querer usar deste veículo pelo simples fato de está exercendo a profissão de professor. Infelizmente pensamentos como esse é resquício da histórica construção da carreira de professor em nosso país. Historicamente desvalorizada pelo Estado (diga-se neste caso Governo) a educação tem seu mitos, entre eles de que ser professor e vocação. Saibamos que escola não é mais mosteiro, onde na Idade Media, a escola era para poucos. 
Claro que em alguns casos temos que relevar pois não podemos quer e que um povo que ficou de fora da escola durante séculos entenda de história da educação no Brasil. E querer muito querer ter direito de usar um automóvel e também querer que este mesmo povo saiba que até dez anos atrás apenas 1%(isso mesmo, um por cento da população brasileira) chegava as universidades. Lembrando que as mudanças não foram ainda significativas. E querer muito ter um carro, e querer tambem que essa população historicamente excluída do processo escolar saiba que a chamada universalização do ensino médio se deu nos anos 1990, sob a tutela de uma política neoliberal que tem como premissa a privatização da educação.
Se hoje temos o direito de greve, constitucionalmente garantido, é por que antes de nós outros professores lutaram e até perderam seus empregos, quando não a vida, para nos garantir uma sociedade menos injusta. E garantir também, até mesmo, o direto de dirigir um automóvel, que no Brasil se tornou símbolo do status quo de uma sociedade extremamente desigual. Por isso, essa ideia, ao meu ver "idiota" e "ingenua" de que professor não pode grevar e muito menos ter um automóvel. 
Trabalhamos por que gostamos do que fazemos, apesar de termos maus profissionais, o que se encontra em qualquer categoria profissional, mas isso não nos impede de lutar pela melhoria da educaçao, que deve ser PÚBLICA e de QUALIDADE. Pois isso é dever do Estado, assegurado na constituição Federal. Repensem seus argumentos.