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sábado, 6 de julho de 2013

Civismo

Escolas deverão executar os hinos Nacional e Estadual a partir de agosto

Escolas públicas e particulares do Pará irão, a partir do segundo semestre de 2013, executar o Hino Nacional e Estadual uma vez por semana, em todos os turnos, no início das atividades escolares e também em atividades cívicas realizadas pela escola. A iniciativa atende a Lei N°7.715 publicada no Diário Oficial do Estado por meio de decreto do governador do Pará, Simão Jatene, no dia 25 de junho.

A diretora de Educação Infantil e Fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Ana Claúdia Hage, explica que desde 2012 a secretaria distribui a todas as escolas da rede de ensino estadual o hino do Brasil e do Pará, para que seja estipulado, dentro do calendário das escolas, um dia da semana para a execução dos hinos.

“Já temos escolas que praticam esse ato cívico, como a Escola Estadual de Ensino Infantil e Fundamental Ruy Paranatinga Barata e a Pinto Marques. A partir da lei, a Seduc vai começar a acompanhar a realização dessa atividade. Não se trata de uma imposição da secretaria e sim uma demanda da própria sociedade, hoje em dia bastante mobilizada” revela.

Ana Claúdia conta que as próprias escolas irão escolher o dia da semana no qual os hinos nacional e estadual serão executados pelos alunos, professores e funcionários da escola. “Em agosto nós iremos auxiliar no cronograma das escolas para que a gente, dentro do possível, possa acompanhar essa execução dos hinos como forma de atender a legislação” esclarece.

Em relação aos diretores e professores da rede de ensino no Pará, Ana Cláudia conta que tem sido excelente a aceitação, principalmente nas escolas que já praticam o ato por incentivo da própria diretoria. “Na verdade essa é uma demanda do Brasil como um todo. O nosso país está vivendo um momento cívico, pois tem sido constante o canto do hino em vários eventos pelo país. Ao contrário de anos atrás essa demanda é da própria sociedade e não imposta como na época da Ditadura Militar”.

Para a diretora do Instituto de Educação Estadual do Pará (IEEP), Luiza Rodrigues, a lei propõe “um resgate da cidadania e do espírito nativista do aluno”. Ela considera que executando novamente os hinos dentro das escolas, os alunos irão começar a contextualizar, de forma real, o caráter nacionalista que a iniciativa propõe.

“Fala-se muito em espírito nacionalista, mas as pessoas ainda não sabem bem o que é esse espírito nacionalista. Cada vez que o hino for tocado nós iremos nos reportar à nossa pátria, ao nosso estado e à nação como um todo. Eu vejo que mostrando ao aluno a importância desse hino na vida dele enquanto cidadão, iremos melhorar e muito o sentimento de patriotismo. A gente só vê o brasileiro cantando o hino na época da copa e em grandes encontros. As pessoas muitas vezes não conhecem o porquê de ficar em pé ao cantar o hino e de ter um posicionamento adequado diante da bandeira do Brasil”, assevera Luiza Rodrigues.

Ela destaca que inicialmente será necessário trabalhar um processo de conscientização para toda a comunidade interna da escola, como funcionários, professores, alunos, para que eles possam sentir que não é uma imposição, mas uma necessidade cívica. “A gente precisa fazê-los entender que estamos vivendo um novo momento na história das escolas e que todos nós precisamos estar juntos para fazer o mais bonito possível. Se tivermos que fazer isso como uma imposição para os alunos, eles não vão entender. Por isso devemos encarar como uma atitude cívica” pondera.

O estudante do curso de Segurança no Trabalho no IEEP, David Rodrigues, considera muito plausível a iniciativa. “Não só pelo hino do Brasil, mas também pelo hino do Pará, que a maioria dos paraenses ainda não conhece. Eu fiquei sabendo recentemente dessa necessidade e vejo isso como uma forma do estudante exercer a sua cidadania. No início dos estudos, no ensino infantil, é comum cantar o hino. Já no ensino fundamental não se vê mais essa prática”
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Texto: Pablo Almeida
Fotos: Carlos Sodré


Secom