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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Seduc convoca novos professores concursados

A Governadora Ana Júlia nomeou mais professores que atuarão em vários munícipios do Estado. Esses profissionais foram aprovados nos concursos C-105 e C-125 da Secretaria de Estado de Educação. Abaixo os nomeados para o município de Bragança

Biologia
Gabriel Iketani Coelho
Roney Nonato Reis de Brito
Matemática
Paulo Alexandre Mota do Nascimento
Alice do Socorro Cardoso Barroso
Odiney Leão Vilhena
Elienay Alves Mineiro
Português
Mari Isabel Ferreira Quadros
Sociologia
Vera Lúcia do Amaral Pinheiro
Marcelino Jose Abdon Melo
Alvaro José Peixoto Rebelo
Adriana Sousa Pereira

Veja lista completa do nomeados em http://www.ioepa.com.br
Edição do dia 22-02, seção Gabinete da Governadora - Decretos

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Entre suspeitas e sorrisos

Este conto que publico em meu blog foi escrito em 2007, e agora resolvi compartilhá-lo com vocês, pois como ele foi utilizado por mim numas das atividades do curso de Mídias na Educação, receio que meus rabiscos não serão mais anônimos.
Entre suspeitas e sorrisos
Voltava para casa naquele ônibus lotado quando percebi que alguém que sentava ao meu lado abria leves e doces sorrisos ao ler um livro.
Confesso que aqueles sorrisos que pareciam não dar a mínima para o mundo que estava a sua volta despertaram em mim um certo incomodo. Como que por repulsão levantei meu olhar e logo pude ver o garoto que tentava vender suas balas, dizendo em alto e bom tom que fazia aquilo para garantir o sustento de seus quatro irmãos e sua mãe, que segundo ele, estava desempregada e doente.
Não querendo me dar conta daquela realidade desviei o olhar e não pude deixar de observar naquela senhora que estava em pé a poucos metros de onde eu estava sentado. Aquela senhora, toda descabelada, já demonstrava sinais visíveis do cansaço. Muitos desses sinais expostos nas inevitáveis impressões que só o tempo é capaz de fazer em nossos rostos. Isto me fez refletir como ele, o senhor do tempo, é implacável conosco.
Enquanto isso, ao meu lado, um novo sorriso. Um sorriso que só um observador atento é capaz de perceber. Um daqueles despreocupado. Que sai entre os dentes e quase não consegue chegar aos lábios.
Fiquei curioso. Afinal, o que seria responsável por fazer alguém esquecer do mundo e sorrir de modo tão suave e misterioso.
De repente, meu corpo balançou.
Não lembro o motivo, mas foi nesse instante que quase sem querer que descobrir no fundo do ônibus um rapaz que logo me pareceu suspeito.
Observei-o por quase um minuto. Olhos ávidos, mirando-o minuciosamente como se procurasse por alguma coisa. Em minha cabeça minha imaginação começou a trabalhar.
O que será que aquele rapaz de corpo esquio, barba por fazer e uma toca preta na cabeça carregava naquela mochila? A que momento ele iria levantar e anunciar qual era o real objetivo de estar ali?
Imaginei-o levantando-se as pressas, dirigindo-se até o cobrador retirando um “três oitão” daquela mochila dizendo-lhe para passar toda a grana.
Não sei ao certo por que o considerei suspeito, só sei que uma sensação de medo invadiu meus pensamentos.
Foi aí que um choro de criança começou a me irritar. Não sei por que, mas me irritou.
Rumei meus olhos na direção daquele choro que parecia não querer mais parar. Encontrei uma jovem mãe vestida com uma roupa verde que mais parecia uma homenagem a floresta amazônica. Em seu colo um bebê que aparentava ter entre cinco a seis meses de vida, e pela maneira como chorava parecia também estar com muita fome.
Chegamos a mais uma parada e a jovem de blusa verde com aquele bebê chorão se encaminhou para a porta de saída do ônibus. Ela desceu e novamente voltei a observar naquele sorriso estranhamente agradável.
- Desculpe. Disse uma senhora que ao passar por onde nós estávamos acabou esbarrando suas sacolas naquele pedaço de papel mágico que hipnotizava quem lhe segurava.
Nem mesmo esse fato fez ela se desviar de sua leitura.
Mais virada de página. Outro sorriso e uma nova tentativa de descobrir do que se tratava aquela leitura. Tudo em vão. Só conseguir ver aquelas letrinhas microscópicas que alimentavam ainda mais a minha curiosidade.
Ouvir o soar do sinal. Alguém iria descer na próxima parada.
Nesse momento percebi que estava chegando a minha hora de descer também.
Pensei em perguntar do que se tratava tão envolvente leitura, mas um novo sorriso me fez esquecer dessa idéia. Não tinha o direto de profanar tão sagrado momento.
Ao levantar notei um novo sorriso, agora mais largo que todos os outros.
O ônibus parou. Comecei a caminhar. Desviava de uns, espremia-me entre outros. Alguns passos e licenças depois pisei no primeiro degrau da porta de saída. Desci e alguns segundos depois vi o ônibus e aquele sorriso indo embora.
Passados alguns minutos, já estava em frente a porta de minha casa e enfiei a mão no bolso e peguei as chaves. Abri a porta. Entrei. Tirei minha camisa impregnada de suor e cansaço por mais um dia de trabalho.
Antes de sentar levei minha mão ao outro bolso de minha calça jeans. Esperava encontrar minha carteira, mas acabei enfiando minha mão no vazio. Não havia nada ali. Confirmei essa informação com uma rapidez incrível. Tinha certeza que a tinha colocado ali.
Num ar de espanto, rapidamente recorri aos outros bolsos. Nada. Absolutamente minha carteira não estava mais comigo. Ela havia sumido como num passe de mágica.
Sentei e comecei a pensar no que poderia haver acontecido. Lembrei da ultima vez que a segurei. Foi no momento em que paguei ao cobrador minha passagem no ônibus.
Pensei mais um pouco. E como num raio me veio a cabeça aquele sorriso.
Sentei. E o que fiz foi apenas lamentar.
Tudo havia se consumado sob aquele sorriso que me pareceu insuspeitável.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PARA CRIAR, É PRECISO PENSAR DE LADO

Prof. Luiz Machado - Ph.D.,Cientista Fundador da Cidade do Cérebro,
Mentor da Emotologia

Pelas minhas pesquisas, o autor mais antigo que usou essa afirmação é Paul Souriau (1852 – 1926), em seu livro “Thèorie de L’Invention”, de 1881, na forma “pour inventer, if faut penser à cote”. Mais tarde, Einstein também expressa a mesma idéia espraiada por sua obra, principalmente em “Como Vejo o Mundo”. Mas, o que é “pensar de lado”?

Para entender o sentido da expressão, vamos classificar o pensamento um “pensamento vertical” e “pensamento lateral.” O primeiro indica a operação mental que é seqüencial, isto é, a etapa seguinte é conseqüência lógica da etapa anterior. É também chamado de pensamento linear ou “por uma via só”. Quando uma pessoa não usa o pensamento vertical, geralmente se diz que a conclusão “não é lógica”.

Pensar de lado é fugir ao pensamento linear, seqüencial, em que o conseqüente depende, de maneira lógica, do antecedente. É pensar com todas as vertentes de uma situação, de um objeto etc. Nós treinamos o pensamento lateral, procurando decompor uma situação, uma coisa em muitas relações, como, por exemplo, atributos, qualidades, características,funções etc. e, em seguida, procurando outras relações de situações, outras coisas que se unam, que tenham afinidade por traços semelhantes. A isso se chama de semelhanças nas relações, que é o núcleo da analogia.

Extraído de http://www.cidadedocerebro.com.br/artigos_para_criar.asp

COMPUTADOR PARA OS PROFESSORES: REVOLUÇÃO, MEDOS E ALEGRIAS

Hamilton Werneck

Uma novidade no Estado do Rio de Janeiro: assumindo a Secretaria de Estado de Educação, a Secretária Cristina Porto abriu as portas com uma novidade para os professores, qual seja a da entrega de computadores com Internet a bordo e de graça.

Sempre ouvi dizer que os professores não tinham computadores porque o salário não permitia comprá-los, que a Internet estava a distância também por causa dos salários. Estas afirmações envolvem uma séria verdade: o baixo salário dos professores na maioria dos municípios e Estados do Brasil.

Contudo, diante da novidade, algo mais sério chamou-me a atenção: alguns grupos de professores vaiaram a iniciativa do governo afirmando que o aumento salarial era mais importante que os computadores.

Num colóquio sobre educação com um curso de Pedagogia, ouvi questionamentos sobre a validade da entrega dos computadores sem um prévio curso de capacitação para os professores.

Falam os jornais, fala a televisão, alguns defendem e outros atacam. Sentindo há muitos anos que o computador foi e é uma ferramenta excelente para facilitar minha vida profissional comecei, com o devido cuidado, a pensar sobre essas divergências diante de um fato que, na minha ética, é uma coisa muito boa.

A reação normal dos professores obedece é formação de nosso pensamento: ele é cartesiano. O cartesianismo está atrasado, porém, muitos ainda pensam desse modo. Primeiro seria necessário preparar a pessoa e, somente depois, colocá-la em contato com o computador. Não há uma visão de entrelaçamento e de instantaneidade. Ao mesmo tempo em que você usa, você está aprendendo e vice-versa. Os computadores são professores e eles têm uma enorme paciência para ensinar aos seus alunos através dos mecanismos de ajuda. Eles repetem quantas vezes se tornar necessário até a pessoa aprender. Nesse sentido não há necessidade de se preparar e, somente depois, começar a fazer. Nós aprendemos antes de fazer, enquanto fazemos e depois de fazer. No caso dos computadores aprendemos enquanto fazemos. Mas a visão cartesiana não comporta tal pensamento. Então cabe aos professores repensar o seu modo de ver o mundo e as coisas para que, uma adaptação a novos paradigmas, possa permitir a aceitação do uso de uma ferramenta realmente potente.

O outro lado da questão é a facilidade que os professores terão na vida profissional. Mas, o que atrapalha pensar que um banco de provas caberá dentro dos computadores? O que servir? para não convencer o professor de que os acessos à internet corresponderão a uma contínua formação necessária para a manutenção do próprio prazo de validade? e reivindicação de melhores salários? Por que um professor sente tanto medo diante da novidade?

São várias as respostas a estas questões: nós ainda temos em nossa consciência, os valores da cultura do papel. Acreditamos no papel, no livro, no caderno e na apostila. Não acreditamos ainda, com segurança, nos arquivos virtuais; os paradigmas aos quais estamos presos não nos estimulam a buscar este mundo novo e fascinante da internet; estar conectado numa infovia nos parece quase impossível diante do mundo palpável das estradas, do correio, do telefone e do fax.

A questão, em primeiro lugar, é de uma mudança urgente de paradigma que esta ferramenta, o computador, tem todo o prazer de colaborar. Um dos problemas do mundo, e que não é problema futuro, corresponde ao analfabetismo digital. As distâncias entre os conectados e desconectados é fatal no campo do conhecimento. Ora, nós estamos exatamente nessa sociedade: a do conhecimento. Os professores lidam com conhecimento. Se um professor desenvolver a sua capacidade de conhecer e atualizar-se ele está numa profissão onde o emprego é dos mais seguros.

Portanto, a medida é para ser aplaudida. Ela não exclui melhoria salarial porque ambas podem estar juntas como o aprender a lidar com computadores enquanto se aprende, também pode andar junto.

No entanto é importante olhar o verso da moeda: se um professor em qualquer circunstância, por culpa ou não do empregador, não estiver atualizado, seu salário continuar? baixo e ele sem condição de apresentar competência que faça jus a um salário maior.

A realidade está mostrando que os alunos estão nos ultrapassando e a velocidade é muito grande. Precisamos acordar enquanto é tempo e se órgãos públicos facilitam a nossa vida com a oferta de alguma ferramenta que nos ajude, vamos aproveitá-la em nosso benefício. Ela poderá ser a alavanca de nosso progresso ou o alicerce seguro de nossa permanância no magistério.

*As informações contidas neste texto são de inteira responsabilidade de seu autor. Caso haja interesse em utilizá-lo, é necessário que sejam dados os créditos ao autor.

MEC libera nota de corte dos cursos oferecidos pelo sistema de seleção do Enem

Publicidade (da Folha Online)

O MEC (Ministério da Educação) liberou nesta terça-feira as informações de nota de corte, candidato por vaga e total de inscritos nos diferentes cursos oferecidos pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que oferece vagas em universidades federais que utilizam o Enem no processo seletivo.

Para consultar os novos dados liberados o candidato deve acessar o site do MEC e selecionar o curso, Estado, instituição e campus. Os alunos inscritos já tinham acesso aos dados, que agora foram liberados inclusive para quem ainda não está inscrito. Com as informações, o estudante poderá ver previamente se tem chance de passar na instituição que quer e eventualmente mudar sua opção.

Até a noite de ontem (1º), o ministério tinha recebido quase 500 mil inscrições no processo seletivo. Os interessados têm até as 23h59 da próxima quarta-feira (3) para se inscrever e concorrer uma das 47,9 mil vagas em 51 instituições.

Ontem, o MEC decidiu que o critério de antecedência nas inscrições não será mais usado em caso de empate no Sisu. De acordo com o MEC, a mudança foi provocada por "problemas no acesso à banda larga, verificados na região Sudeste no domingo".

O resultado do primeiro período de inscrição sai no dia 5 de fevereiro e, entre os dias 8 e 12, o estudante deverá fazer a sua matrícula na própria instituição de ensino --só a minoria aceita matrículas a distância. As vagas que sobrarem serão oferecidas no dia 15, quando recomeça todo o processo.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Partido Pirata contra as patentes do capitalismo

Por Gabriela Moncau

Criado em 2006 na Suécia e com atuação em mais de 30 países, inclusive no Brasil, a organização partidária defende a liberação dos direitos autorais e adoção de software livre na Internet.

A sociedade da informação enfrenta uma forte contradição, que é naturalizada por muitos. Por um lado, com a expansão das redes, há possibilidades que nunca existiram, como, por exemplo, o compartilhamento de cultura, conhecimento e bens imateriais. Há no mundo aproximadamente 1 bilhão de pessoas com acesso regular a computadores pessoais. Ou seja, conectadas em uma rede mundial por máquinas de replicação em alta velocidade que reproduzem fielmente, sem custo, qualquer arquivo. Por outro, há o enrijecimento das ações e legislações a favor da propriedade intelectual. Uma esquizofrenia que provoca um dos maiores embates relacionados à informação, além de representar um desafio para os que defendem a democratização da cultura, do conhecimento e dos meios de comunicação.

Com o interesse de manter a exclusividade de exploração comercial sobre os produtos, a indústria cultural elabora leis que visam conter a cópia e o compartilhamento de conteúdos. Sérgio Amadeu, sociólogo e professor da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, estudioso da questão da exclusão digital e do software livre, explica que as práticas de colaboração são intrínsecas à sociedade e surgiram muito antes da internet. “As pessoas não acham que estão fazendo nada errado. Esse costume sempre existiu. Antigamente, por exemplo, você pegava um vinil, colocava num aparelho de som 3 em 1, escolhia 3 ou 4 músicas, tocava o vinil, montava uma fita, levava pra uma festinha, dava pro seu amigo que copiava”, assinala.

Com o advento das redes, os controladores da indústria cultural desenvolveram diferentes estratégias de repressão. A primeira delas foi criar casos exemplares: identificavam uma pessoa que havia desenvolvido algum programa de compartilhamento ou que copiava muitos conteúdos e abriam grandes processos contra ela. Cobravam multas, ameaçavam de prisão e davam grande publicidade ao caso. As pessoas, no entanto, deram-se conta que a chance de ser identificado era irrisória. Colocaram em prática, então, processos contra um grande número de pessoas. No entanto, a popularização e o barateamento da banda larga fizeram com que a estratégia tivesse alcance limitado.

Terceira onda repressiva
Vivemos agora a tentativa de implementação da terceira onda repressiva no âmbito digital, conhecida como “resposta gradual”, ou “three strikes”, que apesar de ainda não ter sido posta em prática, está tramitando em diversos parlamentos. Trata-se de transferir a responsabilidade do judiciário para os provedores de acesso à internet. Cria-se uma regulação do provedor na qual ele é obrigado a notificar a pessoa que está baixando conteúdo ilegal uma, duas vezes. Na terceira, corta-se definitivamente o acesso à internet. Estudiosos do tema e defensores da democratização do conhecimento recorrem à Constituição e afirmam que tal penalização é ilegal, já que impedir o acesso à internet significa restringir a liberdade de expressão, o acesso à informação, cultura e serviços governamentais.

De acordo com Pablo Ortellado, integrante do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (GPopai) e um dos criadores do Centro de Mídia Independente (CMI), as empresas que dominam o monopólio da cultura têm consciência que é impossível impedir a cópia do conteúdo dos produtos. “Eles sabem que será preciso reorganizar completamente a indústria pra adaptarem-se ao novo cenário tecnológico”. Segundo o professor, tal cenário já está desenhado. “No campo da música, por exemplo, seria a venda de música a preço muito baixo para competir com música barata; regulação de música por meio digital, com streaming, publicidade; ou então desmercantilizar a música digital e lucrar nas performances e shows. Obviamente, vão tentar compensar essas perdas explorando os artistas nos shows, por exemplo, ou a privacidade dos consumidores” afirma. Para Ortellado, a razão pela qual as indústrias ainda não transformaram seu modelo de negócio é que isso representaria um complexo reposicionamento do mercado. A posição dominante das quatro multinacionais da indústria cultural hoje – Sony, Warner, EMI e Universal – seria ameaçada por novos atores.

Defesa das licenças livres
Direitos autorais dão às pessoas a exclusividade de exploração comercial, o que permite controlar quem tem acesso ao produto por meio da barreira de preço. Só que se a pessoa tem o direito de fazer essa exclusão, ela pode também fazer a autorização. O software livre surgiu a partir dessa idéia de inverter a lógica da exclusão dos direitos autorais por meio das licenças livres. Nos anos 1980, o programador americano Richard Stallman fez essa inversão e criou o conceito de software livre, impedindo que fosse usado segundo a lógica tradicional competitiva. Nos anos 1990, várias iniciativas pegaram esse espírito do software livre e traduziram pra outros âmbitos de expressão da cultura.

Simultaneamente, com o advento da tecnologia de reprodução e a possibilidade de cópias digitais em massa e sem custo, houve a ascensão de práticas espalhadas na sociedade de cópia e colaboração. Uma delas são as redes “pear-to-pear” (P2P) ou

par-a-par, uma arquitetura de rede caracterizada pela descentralização do sistema, onde cada computador realiza, no compartilhamento de arquivos, tanto a função de servidor quanto a de cliente. Ou seja, os arquivos são enviados de computador para computador diretamente.

Lei dos direitos autorais
Entre os movimentos que surgiram com a ascensão do software livre e das práticas de compartilhamento, organizou-se um partido político internacional, tendo como principais bandeiras a reforma da lei dos direitos autorais, a extinção do sistema de patentes e a defesa dos direitos civis. O Partido Pirata surgiu na Suécia em 2006, como uma reação às alternativas de impor controle sobre a Internet, por razões de segurança e defesa da propriedade intelectual.

Gabriela Moncau é estudante de jornalismo.

Extraído de http://carosamigos.terra.com.br/