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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Aberto o período de pré-inscrição para o Parfor 2011


Está aberta, até o dia 30 de novembro, a pré-inscrição para o Plano de Formação Docente do Estado do Pará (PARFOR-PA). Para o execício de 2011 o número de vagas ofertadas é de 5.890. A pré-inscrição na Plataforma Freire (http://freire.mec.gov.br) traz a oportunidade de formação superior inicial, ou de segunda graduação, em cursos de licenciatura ofertados pelas Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) – IFPA, UEPA, UFPA e UFRA.

O Plano oferece licenciaturas a professores da rede pública estadual e municipal de ensino, gratuitamente. Para participar do PARFOR, o professor deve estar em exercício da docência e cadastrado do Educacenso de 2009. Terão prioridade os professores que possuem apenas o nível médio e solicitarem o curso na área em que estão atuando.

Para ministrar as aulas a esses “professores-alunos”, as IPES convidam os professores universitários a se locomover até os municípios para executar o Projeto Pedagógico criado especialmente para professores em exercício do magistério.

Os cursos têm a duração de três a quatro anos e acontecem no período em que os professores estão em recesso de suas atividades na escola (janeiro, fevereiro, julho e agosto) e finais de semana. Ao final da graduação, os professores-alunos receberão diploma de curso superior.

Sobre o Parfor - É o resultado da ação conjunta do Ministério da Educação (MEC), de Instituições Públicas de Educação Superior (IPES) e das Secretarias de Educação dos Estados e Municípios. Esse programa pretende formar pelo menos 300.000 professores que já atuam na Educação Básica no Brasil, sendo 40.000 no Pará, e não possuem a formação exigida pela Lei atual.


Mais informações:
Plano de Formação Docente do Estado do Pará (PARFOR-PA)
(91) 3201-5929
Site: http://freire.mec.gov.br

Fonte: Parfor/Seduc

2 Seminário Regional Norte-Nordeste de Pós-Graduação em Geografia

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Roberto Marinho está vivo !

Na eleição de 1989, a TV Globo manipulou o debate entre Lula X Collor, para detonar Lula e favorecer Collor.


No telejornal da hora do almoço, haviam feito uma edição equilibrada. Para o Jornal Nacional, houve instruções para mudar tudo e detonaram Lula. Escolheram os piores momentos de Lula e os melhores de Collor. Ainda publicaram pesquisas por telefone dizendo que Collor havia vencido. Por fim colocaram Alexandre Garcia, com um cínico editorial. Foi campanha explícita para Collor.


Hoje, no telejornal do almoço, mostrou apenas cenas do debate de ontem sem exibir trechos de nenhum candidato. Mostraram apenas a entrevista de todos depois do debate.


Será que vão mudar tudo no Jornal Nacional, para detonar Dilma e valorizar Serra e Marina, como fizeram em 1989?


Em tempo: Hoje a lei é mais rígida, e as reportagens tem que dar o mesmo tempo para todos os candidatos. Pesquisas telefônicas como aquelas não pode. Só as pesquisas registradas no TSE.


E acho que as candidaturas exigem da TV Globo que assine compromisso de não veicular trechos dos debates nos telejornais. A conferir.




Chalita foi vítima de baixaria na internet

Publicado em 05/10/2010

Chalita rompeu com Serra e sofreu o mesmo ataque que a Dilma sofreu

No programa Entrevista Record Atualidades, que vai ao ar hoje, às 22h na Record News, Gabriel Chalita, eleito deputado federal pelo PSB de São Paulo, com 560 mil votos, conta fato estarrecedor.

Nos últimos dias de campanha, ele foi perseguido por uma enxurrada de e-mails difamatórios, que o associavam à defesa indiscriminada do aborto.

Uma campanha similar à que foi diriga contra Dilma Rousseff.

Dilma e Chalita apoiam o que diz a Lei: o aborto só é permitido em caso de estupro ou quando a grávida corre risco de vida.

Chalita teve que retirar do YouTube um vídeo falso que dublava a voz dele num diálogo com Marta Sulpicy, e que ele falsamente defendia o aborto.

É bom lembrar que Chalita foi Secretário de Educação do Governo Geraldo Alckmin e rompeu com o PSDB por causa de José Serra, conhecido também como Zé Baixaria.

Em tempo: Chalita é católico e professor de uma universidade protestante, o Mackenzie.


Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DIÁRIO DE LENNON (oitavo dia)

O começo de tudo...


Dois dias depois de ter desligado o telefone na minha cara, Lucas resolveu me procurar para falar a verdade sobre a vida do seu irmão. Com a ajuda da minha amiga assessora do grupo de música o qual ele faz parte, Lucas conseguiu o endereço da minha casa. Pediu desculpas pela maneira que agiu da última vez e disse que iria contar tudo sobre “o diário de John Lennon Souza da Silva”.
Antes de começar a me falar sobre o pequeno vendedor de pamonhas, Lucas impôs uma condição. Eu não poderia divulgar o seu atual paradeiro, pois ele temia que a sua família o encontrasse. “Afinal de contas eu ainda sou menor de idade e pela lei eles ainda possuem a minha guarda”, disse. O motivo de tanta raiva da própria família é descrito com clareza no depoimento dele, relatado abaixo
Pedindo desculpas novamente, ele confessa a real intenção do diário de Lennon. “Antes de qualquer coisa é preciso esclarecer algo fundamental. John Lennon Souza da Silva nunca existiu. Ele é fruto da minha imaginação. Um personagem que eu inventei para contar um pouco da minha verdadeira história”.
Segundo ele, a verdade e a ficção sempre andaram lado a lado no na história contada no diário. “O que é verdade. A minha mãe trabalha num puteiro, o abuso sexual da minha irmã, a minha tia metida à besta, o local da venda de pamonhas. O resto da história é tudo ficção, como a minha cegueira que é citada no diário. Existem também coisas que foram inventadas, mas baseadas na minha vida real. Como por exemplo, ao invés do abusador da minha irmãzinha ser um vizinho safado, como está na história, na verdade o desgraçado que abusava dela era o meu pai. Aquele frentista que trabalha em Santa Isabel”, disse.
Perguntei por que em nenhum momento do diário ele cita a existência do pai. Pois, na história de John, cada um dos doze filhos possuía um pai diferente. “Porque ele num merecia ser citado em lugar algum. Aquele monstro não abusou só da minha irmãzinha não, mas de mim também. E tudo com o apoio e incentivo daquela que se dizia nossa mãe”.
Lucas contou que a história do vendedor de pamonhas surgiu a partir de uma paixão que ele tinha por um vizinho que era vendedor ambulante. “A criação do personagem vendedor de pamonhas foi uma homenagem ao Leandro, o grande amor da minha vida. A referência ao John Lennon é porque a nossa primeira noite de amor foi embalada ao som dos Beatles. O Leandro adorava as músicas deles, principalmente as que foram feitas pelo John Lennon”.
“O Leandro era um cara muito inteligente, politizado e virado também. Ele não era apenas um vendedor de pamonha, também lavava carros e dava aula de reforço para consegui uma grana. Inclusive estava se preparando para prestar vestibular para História naquele ano. Ele morreu dois dias depois que eu fugi de casa, na época eu ainda estava perambulando por Santa Isabel. O Leandro foi atropelado por um caminhoneiro bêbado, durante uma manhã em que trabalhava na estrada”, contou.
A respeito do episódio descrito no sexto dia do diário, sobre o assassinato de um pedófilo, Lucas conta que isso quase chegou a se concretizar, só que ao invés do vizinho caçador a vitima seria seu próprio pai. “Eu já não aguentava mais tanto sofrimento, por isso resolvi dar um basta nisso. Assim como na história, eu arrumei uma espingarda e tentei atirar nele, na justa hora em que ele se preparava para mais um abuso com a minha irmã. A sorte foi que o tiro pegou de raspão e desde aí, eu tive que fugir de casa, pois já estava impossível a convivência em família”.
Como teve que fugir apenas com a roupa do corpo John disse que acabou deixando o diário incompleto em casa e por esse motivo a história contada por John só prossegue até o oitavo dia. Antes de ir embora, me entregou uma foto dele com o Leandro e pediu para eu scanear. “Quero que você publique essa foto. Onde o Leandro estiver, tenho certeza que ele vai ficar feliz com isso” disse.
Abaixo o ultimo capítulo do diário de John Lennon

DIÁRIO DE LENNON (oitavo dia)


Para mim, o pior crime que existe é a pedofilia. Se eu fosse presidente do Brasil, criava uma lei para que todo pedófilo fosse morto aos pouquinhos dentro de um caldeirão de óleo fervendo. E mesmo assim, ainda seria pouco. Só quem já foi abusado sexualmente quando criança entende a minha revolta contra esses desgraçados.
Comecei o diário de hoje falando em pedofilia porque a Brenda, minha irmãzinha, ainda está sentindo na pele o trauma de ser torturada dessa forma brutal. Mas vamos deixar esse assunto ruim de lado porque isso me dá vontade de vomitar. E eu não quero estragar o meu dia.
Hoje eu também tenho um assunto muito legal para falar aqui. Quero falar de paixão. Nesse oitavo dia de registro, quero confessar que estou apaixonado. Não queria citar o nome da pessoa amada aqui para evitar confusão. A única coisa que posso dizer é que o amor da minha vida começa com a letra L e que me completa, no corpo e na alma literalmente.
Semana passada nós tivemos a nossa primeira noite de amor. Foi a coisa mais linda do mundo. Nossos corpos se entregaram ao som de uma das melhores bandas do mundo. Ou a melhor, como essa pessoa diz.
Confesso que tudo que queria agora era sair correndo, dizendo para todo mundo que estou loucamente apaixonado por essa pessoa. Mas, infelizmente não posso. Ainda não me sinto preparado para enfrentar o ódio da sociedade que condena um amor verdadeiro só porque esse amor foge aos padrões impostos por ela. Ah, mas o importante é que estou feliz. Amanhã nós marcamos de se encontrar de novo. E só de saber disso, minha perna fica bamba e o meu coração acelera...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

DIÁRIO DE LENNON (sétimo dia)


O segredo de Lucas


Encontrar o Lucas foi mais fácil do que eu imaginava. Seguindo as orientações da mãe dele, confirmei a informação que ele aparece nas cenas do documentário experimental que produzi. O irmão do John Lennon mora atualmente na cidade de Bragança, município do nordeste do Pará. Lugar onde foi gravado todo o documentário. No filme ele aparece junto com um grupo de músicos locais durante um ensaio em homenagem à São Benedito, o padroeiro da cidade. Assim que confirmei a informação, liguei para uma amiga que faz a assessoria desse grupo de músicos e descobri mais detalhes sobre o paradeiro do garoto. Lucas mora a mais de um ano em Bragança e é responsável pela segurança do prédio da associação de música da cidade. Mas ele é cego, como pode vigiar um imóvel? Perguntei. “Como assim cego? De onde você tirou essa história? A única deficiência do Lucas é a paralisia nas pernas”, respondeu minha amiga. A resposta da assessora foi confirmada por ele. Lucas disse que começou a enxergar no dia em que Lennon morreu. “Eu não sei explicar como aconteceu, mas no mesmo dia da morte do meu irmão, eu acordei enxergando as coisas. Pra mim foi um susto, a reação que tive foi guardar isso só pra mim. Tinha medo de ser apenas uma alucinação. Eu estava me preparado pra contar pro Lennon só à noite, quando ele chegasse do trabalho. Mas quando eu ia falar, nós recebemos a notícia que ele tava morto”, contou. Segundo ele, a fuga para Bragança foi devido a não aguentar mais apanhar tanto de sua mãe. “Apesar de em nenhum momento o Lennon falar isso no diário, eu era muito maltratado pela minha mãe. E sabia que sem a presença do meu irmão em casa, a coisa ia piorar. Agora, por favor, se foi ela que mandou o senhor me procurar, fala pra ela que não me achou tá bom. Eu não quero voltar pra casa. Não quero”, disse. Em seguida desligou o telefone na minha cara. Abaixo a íntegra do sétimo capítulo do diário de John Lennon:

DIÁRIO DE LENNON (sétimo dia)
Não sei se é impressão minha, mas confesso que estou me sentindo mais inteligente depois que comecei a escrever este diário. E até já estou levando a sério a ideia de ser escritor. Inclusive até falei isso para uma repórter de televisão que esteve hoje de manhã lá na BR. Ela tava entrevistando os vendedores de pamonha e perguntando sobre o que eles pensam sobre o futuro do país. Afinal estamos em 2008, e é ano de eleição.
A resposta da maioria dos vendedores de lá foi que eles esperam vender o dobro de pamonhas no futuro e terem sua própria barraquinha de venda na estrada. Quando eu respondi para a repórter que no futuro eu queria ser escritor, todos meus colegas me deram uma vaia. “Deixa de besta, John. Onde já se viu escritor vendedor de pamonha. Isso é coisa de gente rica”, disse seu Juscelino, 60 anos, o “pamonheiro” mais velho lá do meu trabalho. “Escritor não é profissão pra homem. Onde já viu isso?”, disse Pelezinho, outro vendedor.
Tudo bem. Eu entendo a ironia e a ignorância deles, afinal a metade dos vendedores que trabalham comigo na estrada são analfabetos e a outra metade mal sabe escrever o nome. O problema foi a repórter, que ironizou a minha resposta e me perguntou novamente. “Tá, mas o que você quer ser mesmo no futuro. Como você se vê daqui a alguns anos?”. Eu quero ser escritor. Tem algum problema?
Ela queria que eu respondesse igualzinho aos meus companheiros de trabalho. É absurdo com às vezes as pessoas fazem perguntas afirmativas, esperando não uma resposta, mas a confirmação da pergunta. Sei que não é fácil se escritor num país onde a maioria da população não gosta de lê e se as políticas de incentivo à leitura são quase nulas. Mas mesmo assim, acredito que um dia serei um escritor.

Extraído de http://umalendapessoal.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O DIÁRIO DE LENNON (sexto dia)

As primeiras confissões


A publicação na íntegra do sexto dia do diário de John Lennon Souza da Silva, postada abaixo, contou com a autorização de sua familia. As revelações feitas por ele foram confirmadas por todos da casa. Após uma série de esclarecimentos, principalmente por parte do padrastro de Lennon, fui autorizado a reproduzir por completo todo o diário do pequeno vendedor de pamonhas aqui no blog. Mas, com uma condição. Encontrar o paradeiro do pequeno Lucas. Uma saga que está apenas começando....


O DIÁRIO DE LENNON (sexto dia)

Neste sexto dia de registro, quero começar fazendo uma confissão. Eu já assassinei um homem. Quer dizer homem, não. Um desgraçado, monstro, filha da puta que abusou da minha irmãzinha de 8 anos. Como eu já tinha falado antes aqui, em casa mora eu, a minha mãe e os meus seis irmãos. E como minha mãe passa quase o dia todo no Bar da Loura, eu acabo muitas vezes, mesmo que ausente, assumindo o papel de pai lá em casa.
Foi graças a essa confiança que eles depositam em mim, que a Brenda me falou desse absurdo que acontecia com ela há mais de um ano. “Eu nunca tive coragem de falar pra mamãe, porque ele disse que se eu contasse ia matar toda a nossa família”, disse. Aquilo foi um soco no meu estômago, literalmente. O filho da puta que estava abusando da minha irmã morava do lado de casa e se fingia de “vizinho amigo”.
Tudo ali do meu lado e jamais havia desconfiado de nada. O desgraçado tinha a idade para ser meu avô e de vez em quando ia em casa levar umas “caças” que ele mesmo matava nos matos de Santa Isabel.
Não tive como deixar impune aquela situação. Na mesma hora em que soube dessa história fui a casa dele para acabar de vez com isso. Como ele sempre se fazia de “bom camarada”, não viu problema nenhum em me emprestar sua espingarda de caça, a mesma que ele tanto se orgulhava de já ter acabado com “mais de duzentos animais”.
A sangue frio, falei que ia usar a arma para caçar no outro dia de manhã cedinho. Pedi que ele me passasse as instruções básicas e pronto. Ele fez questão de carregar o armamento ali mesmo na minha frente. “É sua, meu jovem. Tenho certeza que vai saber usar”, foram as suas últimas palavras, assim que me entregou a espingarda. Certamente vou saber usar, sim. Na sua cara, velho filho da puta. Disparei ali mesmo, arrebentando seus miolos.
Assim que tive certeza que ele estava morto, dei um sumiço na espingarda, enterrando no quintal de casa. Como o desgraçado morava sozinho, não houve ninguém que intercedesse por ele, a policia ainda ficou rondando lá por perto de casa durante uma semana. Mas, como não conseguiram encontrar nenhuma prova do crime, tudo foi arquivado.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O DIÁRIO DE LENNON (quinto dia)

Em busca de John Lennon (parte III)


Depois de quase meia hora tentando convencer o frentista sobre a importância de conversar com a mãe do Lennon, o homem decidiu me levar na sua casa. Exigindo uma série de restrições, disse que eu não poderia fotografar sua esposa e muito menos publicar essa história. Para ter certeza de suas exigências, pediu ainda para eu abrir a minha mochila e mostrar se não tinha nenhum tipo de gravador ou câmera escondida.
Após toda a averiguação e confiante que eu não iria publicar nada sobre o caso, pediu ao gerente do posto para que o liberasse por alguns instantes, pois “precisava resolver um assunto muito sério”. Disse que em meia hora no máximo estaria de volta ao trabalho.
“Ele só me liberou porque hoje é domingo e geralmente o movimento é fraco nesse dia”, disse o frentista assim que entramos numa Kombi bege, ano 94, usada para serviços do posto de gasolina. No caminho para a casa dele nenhuma palavra. Todas as vezes que tentava saber mais sobre a morte do Lennon, saber o quê e como tudo aconteceu, ele me interrompia dizendo “a minha mulher vai te falar tudo”.
Após uns dez minutos de intenso silêncio dentro da Kombi, chegamos a uma chácara, localizada na BR-316. Assim que entro na casa do frentista, mais uma surpresa. A esposa dele e provável mãe do John Lennon é a mesma senhora que estava ao meu lado no ônibus onde toda essa história começou. “Eu sabia que você viria até aqui”, disse a mulher, tentando forçar um sorriso.
Antes de perguntar por que ela tinha armado tudo aquilo, ela pegou em minhas mãos e falou que eu era a única pessoa que podia ajudar a resolver aquela situação. Disse que o John era seu filho e que toda a história escrita no diário era verdade. “Eu me converti à Igreja Universal do Reino de Deus pouco antes do John ser assassinado na estrada. Ele foi morto por aquele motorista de caminhão que é citado no diário. Eu já tinha saído daquele antro de perdição do bar da Loura e a gente já tava pensando em voltar pro Maranhão, o lugar onde nasci, quando o meu John foi morto de forma covarde por aquele caminhoneiro sem alma. Não foi só o meu filho que morreu, eu também fui junto com ele”.
Segundo ela, John foi morto na véspera do Natal quando vendia pamonha na estrada. O assassino foi reconhecido pelos outros ambulantes da estrada, mas consegui fugir. “A intenção mesmo era só se vingar do meu Lennon, do meu menino de ouro”, disse a mãe com os olhos cheios de lágrimas.
Mesmo tentando segurar meu choro, não tive como esconder o quanto fiquei triste com essa história que acabara de ouvir. Afinal, apesar de não ter conhecido John Lennon pessoalmente eu era testemunha e cúmplice da história dele. E antes que perguntasse definitivamente porque ela tinha feito tudo aquilo e porque me escolheram para compartilhar essa história, ela respondeu.
“Assim que o Lennon morreu, o meu filho Lucas fugiu de casa. E segundo me falaram viram o meu filho num documentário que o senhor produziu sobre a Marujada de Bragança. Portanto, só o senhor pode me ajudar. Traga o meu Lucas de volta, por favor. Traga o meu Lucas de volta”.


Abaixo publico na integra o quinto capítulo do diário de John Lennon Souza da Silva.

O DIÁRIO DE LENNON (quinto dia)
A primeira vez a gente nunca esquece


O capitulo de hoje é dedicado ao meu irmão Lucas. Um cara que tenho profunda admiração. Um irmão que qualquer pessoa queria ter. Mesmo cego e deficiente físico, Lucas jamais reclamou da vida. Ao contrário, é ele é um exemplo de superação e está sempre me ensinando a viver.
Entre as inúmeras situações inesquecíveis que já vivemos juntos, vale à pena lembrar aqui da primeira vez que levei o meu irmão num puteiro. Depois de passar duas semanas dando dicas de como se comportar bem na cama, levei ele ao puteiro mais caro de Santa Isabel, que por ironia do destino fica no segundo andar de um prédio onde funciona uma igreja evangélica.
Devido a falta de acessibilidade para cadeirantes, tive que pedi ajuda para dois seguranças que trabalham no puteiro para consegui colocar o Lucas dentro do ‘estabelecimento dos prazeres”. Eu preferia mil vezes, que tudo acontecesse em casa, era só ligar para o puteiro e a mulher viria em casa, igualzinho aqueles serviços de entrega em domicilio, mas o Lucas disse que não. “Eu quero vivenciar o ambiente, aqui em casa não vai ter graça”, dizia ele.
Dentro do local, escolhi a dedo a mulher com quem meu irmão iria perder o cabaço. Mas claro, a decisão final era dele. “Primeiro você escolhe com os olhos e depois eu escolho com as mãos. Preciso sentir se ela é bonita mesmo. Afinal é com as mãos que eu vejo”, dizia. Após uns des minutos de indecisão entre uma loura de 20 anos e uma ruiva de 40, ele preferiu ficar com a segunda opção.
Uma coisa eu sabia, o meu irmão estava em boas mãos. Afinal conforme ela mesma nos disse eram quase 30 anos de experiência. Mas, mesmo ela dizendo que era uma das mais requisitadas para tirar o cabaço dos jovens de Santa Isabel e que meu irmão iria ter uma noite maravilhosa, eu fiz questão de acompanhar eles até a porta do quarto para passar as últimas instruções. Nada podia dar errado naquela noite.
Não podia. Mas deu. Lucas foi com tanta sede ao pote que a ruiva não aguentou e teve uma parada cardíaca lá mesmo no quarto e morreu. A confusão foi geral, o dono do puteiro e os seguranças queriam nos linchar na mesma hora. A sorte foi que a mulher do dono era uma ex-colega de trabalho da mamãe e nos conhecia. Ela disse que a culpa não era nossa e nos mandou embora no mesmo instante. Não sei como, mas eu consegui descer uma escada imensa sozinho segurando o Lucas sentado na cadeira de rodas. Foi o medo, só pode ter sido o medo.
No caminho para casa o Lucas não falou uma palavra. Aquele silêncio dele me incomodava bastante, mas eu precisava respeitar. Afinal, a noite tinha sido péssima para a gente. Assim que chegamos ao portão de casa, ele olha para mim com um cara de frustrado e diz com um tom de serenidade “Sabe o que foi o pior de tudo, Lennon”. Não, o que foi. “É que eu nem consegui gozar, acredita”. O riso foi geral. Não conseguimos parar de ri... Esse é o meu irmão!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O DIÁRIO DE LENNON (quarto dia)

Em busca de John Lennon (parte II)


Entre dezenas de revistas e livros expostos ao lado do balcão de atendimento da loja de conveniência, três livros chamaram a minha atenção. Visivelmente feitos de forma artesanal, os livros, cada qual com uma capa diferente, apresentavam o mesmo título. “O Diário da vida de John Lennon”. Era exatamente a mesma história que estava na agenda da Seduc, a única diferença é que agora tinha sido reproduzida numa máquina de escrever e grampeada com folhas de papel reciclado.
Os livros não traziam nenhuma informação a mais daquelas disponíveis na agenda. Tudo seguia a risca. Cada capítulo e subcapitulo do diário que estava em minhas mãos. O quebra-cabeça sobre o verdadeiro paradeiro do pequeno vendedor de pamonhas de Santa Isabel começava a ficar cada vez mais enigmático.
Perguntei ao balconista sobre a origem daqueles livros e ele disse que foram deixados na loja por uma senhora que visitava frequentemente o posto de gasolina. “Os livros estão aqui há um ano e até agora ninguém comprou. De vez em quando a mulher vem aqui para saber se algum já foi vendido”, disse o rapaz do balcão.
Pedi para ele me dar mais informações sobre essa tal mulher. Mas a priori, ele não parecia nenhum pouco disposto. Muito desconfiado, só começou a descrever as características dela depois de ter me perguntando pela terceira vez consecutiva se eu era policial. Disse que ela aparentava ter em média uns 45 anos, negra, um pouco gorda, baixa estatura, cabelos pintados por uma cor que lembrava castanho claro e costumava usar longas saias.
Com exceção das saias, todas as características descritas pelo rapaz do balcão eram as mesmas da mãe de John Lennon. Tal qual o pequeno vendedor escreveu no diário. Comecei a juntar as informações e cheguei a uma conclusão. Agora as coisas pareciam fazer sentindo. Só poderia ser mesmo a mãe do John. Mas onde ela mora? Como eu vou encontrá-la?
“O que você quer com a minha mulher?”. Disse um frentista do posto anexo que entrara na loja para tomar café e permaneceu ali ouvindo toda a minha conversa com o balconista. O homem de aproximadamente 50 anos, de cabelos grisalhos e com um dos dentes caninos de ouro falou que aqueles livros eram produzidos por sua mulher e que se eu fosse jornalista era melhor dar meia volta porque a mulher dele não iria se expor. “A minha esposa é uma mulher de família, evangélica e não gosta de está se mostrando. Ela só faz esses livros aí porque isso foi o ultimo pedido do filho dela antes de morrer”.
Antes de morrer? “Exatamente isso”, enfatizou o frentista. “O John Lennon morreu há mais de um ano”.
Abaixo publico na integra o quarto capítulo do diário de John Lennon Souza da Silva.

O DIÁRIO DE LENNON (quarto dia)
O dia da minha mãe


Quero dedicar o capitulo de hoje para a minha mãe. Dona Mariana Souza da Silva. Batalhadora mãe de 12 filhos e que hoje completa mais um ano de vida. Ah, sim antes de contar qualquer coisa, preciso esclarecer aqui uma informação que dei no primeiro dia em que comecei a escrever este diário. Minha mãe não está grávida. Aqueles enjôos que ela estava sentindo não eram sinais de mais uma gravidez. Ainda bem.
Tem duas coisas na minha mãe que eu nunca entendi. A primeira é que ela nunca usou saia e a segunda é que ela prefere correr o risco de engravidar mais uma vez do que se operar para não ter mais filho. Em minha opinião, para o trabalho que ela exerce deveria ser obrigatório fazer essa cirurgia das trompas. Não dá para confiar apenas em preservativos. Meus dois últimos irmãos foram frutos de camisinhas estouradas.
A respeito do uso de saia, desde pequeno eu ouço a seguinte máxima em casa “Saia é coisa de mulher submissa. Eu jamais vou usar saia. Porque eu posso ser puta, meu filho. Mas submissa eu não sou”, dizia minha mãe para quem quisesse ouvir. O seu grande orgulho sempre foi não ter um marido para dar satisfações, dizia que homem só era bom na cama e de boca fechada.
Acho que o fato de ser um cara que também não gosta de dar satisfações para ninguém foi a herança mais forte que recebi dela. Em outras questões somos completamente diferentes. Se eu fosse ela já tinha mandando a Loura “tomar no cú” há muito tempo e já teria saído daquela espelunca onde trabalha. Em relação à paciência, minha mãe é quase um monge budista perto de mim.
Não sou de briga e também detesto violência, mas tenho que admitir que paciência é uma coisa que não tenho. Se tenho eu ainda não encontrei. Hoje mesmo tive uma experiência nada agradável em relação a isso. Já era finalzinho da tarde e restavam apenas três pamonhas para vender quando um motorista de um caminhão para ao lado do ponto onde eu fico e compra todas as pamonhas. Ele come as três e depois diz que não vai me pagar porque não tem dinheiro trocado. Ah, aquilo me deixou puto. Eu não sou palhaço. Não fico desde as 6h da manhã naquela estrada para servir de palhaço para os outros.
Ele viu que eu tinha ficado puto com aquilo e na mesma hora abriu a porta da boleia do caminhão e pegou um revolver calibre 38. Disse para eu sair correndo dali se não eu ia morrer naquela mesma hora. Aí eu fiquei cego, não sei até agora como eu consegui enfrentar aquele desgraçado, mas eu enfrentei. Na mesma hora que ele apontou a arma para a minha cara, eu pulei em cima dele para tomar o revólver.
Graças a Deus. Ou sei lá quem, porque para falar a verdade eu não acredito muito em coisas divinas. Mas o certo é que graças a sorte, eu não morri ali mesmo. Assim que pulei para cima dele o revolver disparou e por pouco (Seja por Deus, ou pela sorte) a bala não pega na minha cara. Na mesma hora, todos os meus companheiros que trabalham comigo vendendo produtos na estrada viram aquela cena e também partiram para cima do caminhoneiro filha da puta. Que tenho certeza que a parti de hoje, nunca mais vai enganar nenhum pobre vendedor de beira de estrada.
Ah, sim, só para esclarecer, o desgraçado não morreu. Mas porque eu não quis. O pessoal queria acabar com ele ali mesmo. Eu disse que não. Sempre defendi que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, inclusive de caminhoneiros que não valem o que comem. A surra já estava boa o suficiente para ele ter aprendido a lição. Agora preciso ir, estou preparando um bolo junto com o Lucas para fazer uma surpresa quando a minha mãe chegar do trabalho. Afinal hoje é o dia dela.

Extraído http://umalendapessoal.blogspot.com/

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O DIÁRIO DE LENNON (terceiro dia)

Em busca de John Lennon


Depois de ler todo o diário escrito pelo pequeno vendedor de pamonhas de Santa Isabel-PA e passar a semana inteira angustiado não contive minha curiosidade. Queria conhecer de perto o dono daquela história surpreendente. Saber mais detalhe sobre uma autobiografia que por ironia do destino caiu em minhas mãos.
Disposto a voltar ao local onde toda essa história começou, arrumei minha mochila com um kit de sobrevivência básico como água, biscoito, maçã, caderno de anotações e máquina fotográfica. Era o que precisava para me ajudar na missão “em busca de John Lennon”.
Decidi pegar a estrada de madrugada. Queria chegar cedo ao local onde a maioria dos ambulantes de Santa Isabel se concentra na BR-316. Não sou de acordar cedo, além do mais no domingo, quem me conhece sabe. Mas a história do John Lennon isabelense me movia. Era a pauta que eu pedia a Deus.
Cheguei ao exato local em que pretendia pouco depois que o sol acabara de nascer. Os primeiros raios solares ainda estavam despertando e eu já estava ao lado da estratégica “lombada gigante” da BR. No lugar tinha o dobro de vendedores de pamonhas da vez passada, além de outros dez ambulantes vendendo camarão, água, tangerina e biscoito de polvilho.
Perguntei para todos, sem exceção, se eles conheciam um vendedor chamado John Lennon. A resposta foi unânime. Não. Ninguém nunca ouviu falar. Mostrei a agenda da Seduc, falei das características que tinha lido sobre ele. Indaguei se não conheciam nenhum barzinho chamado “Bar da Loura”, local onde segundo o diário, a mãe do John trabalhava. Mas a resposta foi a mesma. Não.
Ninguém, nenhum daqueles vendedores jamais ouviu falar num puteiro chamado ‘Bar da Loura’ e muito menos num garoto chamado John Lennon Souza da Silva. E o pior de tudo. Falaram que segundo a lei da estrada (ou seja, a lei que eles mesmos inventaram), nenhum vendedor de outra cidade pode vender ali naquele local. Esse relato me fez na mesma hora descartar a possibilidade do John ser morador de outra cidade. E agora? “A lei aqui é bem clara. Se vier algum vendedor de outra área pra cá que não seja de Santa Isabel. A gente bota pra correr... Ah, bota!”, enfatizou em voz alta um vendedor de camarão, que não parecia nada feliz com a minha presença ali.
Logo após a conversa com os ambulantes e ainda muito confuso com aquela situação toda, fui tomar café numa lojinha de conveniência anexa a um posto de gasolina, a poucos metros dali. Dentro da loja, fui novamente surpreendido. A história do John voltava a me atormentar...


Abaixo publico na integra o terceiro capítulo do diário de John Lennon Souza da Silva.


O DIÁRIO DE LENNON (terceiro dia)

Como disse anteriormente, não sei até quando vou escrever este diário. Mas já cheguei ao terceiro dia. E caso, pare de escrever agora, nesse momentinho, as pessoas já vão saber, pelo menos um pouquinho da minha história. Mas acho que não vou parar tão cedo, não. Apesar do cansaço de um dia inteiro de trabalho, me sinto bem escrevendo. É como se estivesse registrando para sempre a minha história num documento que ficará por muitos anos aqui.
E outra coisa. Como parei de estudar por conta do meu trabalho. Escrever me deixa um pouco mais inteligente, não sei como. Mas me deixa. Acho que também serve de treinamento para quando eu, quem sabe um dia, retornar à escola. Jamais pensei em abandonar os meus estudos, pelo contrário, mais precisei fazer por livre e espontânea pressão. Minha mãe adoeceu por quase três meses e como sou o filho mais velho que ainda mora com ela, tive que carregar esse fardo sozinho e sustentar toda a família. E sem a ajuda de ninguém.
Dos meus seis irmãos, cinco são crianças e ainda muito novinhos para trabalhar e outro que tem quase a minha idade é deficiente físico e audiovisual. E, portanto, não trabalha. Mas não que ele não queira. O Lucas é um amor de pessoa, de um coração e de uma dignidade maior do que esse planeta. Mas enquanto eu tiver forças para ficar o dia todo trabalhando ele não vai trabalhar. “Oh, mano, me deixa trabalhar. A mãe disse que dá pra eu vender cigarro a noite lá no Bar da Loura”, ele me fala. E claro, eu não sou louco para permitir.
Primeiro porque essa Loura, que ele fala, é a dona do barzinho que a minha trabalha. Na verdade um puteiro disfarçado de barzinho que funciona na beira da estrada. Pensa numa mulher desgraçada, desumana e filha da puta é essa Loura. A minha mãe ficou doente durante dois meses e uns dias e essa loura não teve a coragem sequer de fazer uma visita em casa. Sendo que minha mãe adoeceu trabalhando no bar, quando um outro filha da puta espancou minha mãe depois de ter trepado com ela lá mesmo no estabelecimento da Loura. E mais. A desgraçada dessa Loura falou para a minha mãe não prestar queixa na policia se não iam descobrir que o bar funciona de forma irregular, sem nenhum tipo de alvará.
Com tudo isso como é que eu posso deixar o meu irmão especial trabalhar lá naquele bar vendendo cigarro. Claro que não. Eu não sou doido. Só não denunciei ainda aquela espelunca para a polícia porque a minha mãe disse que não sabe trabalhar com outra coisa e se o bar da Loura for fechado ela (minha mãe) vai estar desempregada. “Eu não sou mais aquela garotinha que vivia viajando de puteiro em puteiro, não. Hoje se eu sair lá da Loura não vão mais me aceitar em lugar nenhum. Eu não tenho mais aquele corpo de vinte anos atrás quando comecei nessa vida”, diz minha mãe, toda vez quando eu falo que vou denunciar a espelunca.
Mas todos esses conflitos que enfrento e todos os outros que certamente enfrentarei não me desanimam. Já falei para todo mundo aqui de casa. Um dia eu volto a estudar e ainda vou ser alguém na vida. Entre os meus planos estão: tirar a minha mãe daquela vida, porque trocadilhos à parte, eu cansei de ser um “filho da puta”; comprar uma casa para a minha família; colocar a Loura na cadeia e claro ser um grande escritor. Mas sei que para isso preciso vender muita pamonha ainda. E agora vou dormir, amanhã escrevo novamente, se não estiver muito cansado.


sábado, 14 de agosto de 2010

Oração da manhã


Numa de minhas manhãs, enquanto lia um trecho da Escritura Sagrada, sem que percebesse comecei a escrever numa folha de papel que estava sobre a mesa.....foi então que percebi que se tratava de uma oração....que chamei de oração da manhã.....

Senhor, meu Deus!

Neste dia quero mais uma vez agradecer por me permitir que eu veja a luz do sol; sinta o suave afago do vento; e caminhe por este mundo que criastes especialmente para mim.

Te agradeço, Deus, pelas pessoas que Tu colocastes em minha vida, e que ajudam a tornar a minha vida verdadeiramente boa, e que me fazem ser um ser humano melhor.

Obrigado, Senhor, pelo alimento que vais me dar hoje; e que este mesmo alimento não falte a nenhum de teus filhos.

Me permita, Deus, que todas as minhas atividades realizadas durante este dia que agora se inicia sejam feitas para exaltar teu nome, e em benefício da construção do Teu reino.

Obrigado Senhor.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Haja o que houver, estarei sempre ao seu lado

É muito difícil você entender que Deus está dentro de você? E dentro de todas as criatura que você encontra, é muito difícil acreditar que Deus está ali?

Procure fazer sempre alguma coisa em seu benefício das pessoas, viu? E pra você também!

Às vezes nem precisa tanto, basta um pequeno gesto de carinho, um sorriso, um abraço, um olhar, um incentivo. Faça isso usando a força e o poder do seu coração. Afinal, você tem um coração belíssimo, enorme... que é seu e que reflete os sentimentos que tem alimentado a sua vida. É de dentro dele que nascem anseios e ansiedades, desejos e vontades, amor e bondade! Saiba lidar com ele e tenha mais ternura com o mundo.

E quando sentir dificuldade de amar, ame o Deus interior que há em cada um! Quando sentir dificuldade de sorrir, de aceitar, de abraçar de perdoar, de olhar nos olhos... faça tudo isso para o Deus que está lá dentro da pessoa. Todos merecem o seu amor! E você merece o amor de todos.

Pois saiba que os erros que qualquer criatura venha a cometer, não a desclassifica nem desqualifica do título de Filho de Deus. Por maior que tenha sido a sua falha, esse ser será sempre um filho muito amado e muito querido!

Todos merecem mais uma chance! Todos! Sabe por que? Tem uma voz gritando sempre assim pra você: "Haja o que houver, estarei sempre ao seu lado, até o final dos tempos. Nunca te abandonarei"

E tem mais: não é a dor que pode ajudar uma pessoa a criar uma relação mais íntima com o seu Criador? A dor sempre se constitui num maravilhoso mecanismo de regeneração proporcionado pelo Universo. Portanto, temos sim que tentar amar os que menos merecem!

Tente agradecer a Deus pela vida das pessoas que você ama pra valer. Mas agradeça também pela vida daqueles que você ainda não consegue amar. Agradeça pela oportunidade de crescer, de se transformar. É assim que você pode ficar mais forte, mais sábio, viu? É assim que vai conquistar um coração cheio de alegria!

Bom Dia! Bom divertimento!

"Cada um pode dar o coração que tem. Encha o seu de amor e de bondade"
Mensagem recebida por e-mail de sac@sabedoriadosmestres.com

O DIÁRIO DE LENNON (segundo dia)


A seguir mais um capítulo da história do vendedor de pamonhas "John Lennon"....

Boa leitura....


A cada dia uma nova surpresa. Agora passo a me dar conta da responsabilidade que é ter esse diário em mãos. Não é um mera descrição do cotidiano de um vendedor de pamonhas. É a descrição em detalhes da vida de um ser humano. De uma pessoa que não sei porque diabos jogou a sua agenda em cima de mim com a intenção de presentear um senhora que estava sentando ao meu lado. Porque tinha que ser eu? Porque eu não deixei aquela agenda lá mesmo no ônibus?
Abaixo publico na íntegra o segundo dia do diário escrito por John Lennon Souza da Silva.


O DIÁRIO DE LENNON (segundo dia)




Hoje é o segundo dia que estou escrevendo. E para falar a verdade não sei até quando vou escrever este diário. A cada dia que passa eu chego mais cansado em casa. Ficar em pé durante horas e horas debaixo de um sol escaldante na estrada acaba com qualquer um. Mas juro que vou tentar até onde posso. Até porque se tem uma qualidade em mim que eu admiro (talvez a única que tenho) é ser persistente. Não desisto tão fácil das coisas.
Um grande exemplo da minha persistência é que aprendi a ler sozinho. Aos seis anos de idade. Como a minha família sempre foi nômade, e o máximo que morávamos numa cidade era seis meses, nunca pude frequentar uma escola do começo ao fim igual aos garotos da minha idade. Só quando chegamos aqui em Santa Isabel é que definitivamente paramos a nossa migração. Ainda bem. Não aguentava mais essa vida de caixeiro viajante.
Mas enfim... Deixa eu falar agora da minha experiência autodidata com a leitura. Como disse anteriormente aprendi a ler sozinho com seis anos. Na época morava num puteiro na cidade de Imperatriz, no Maranhão. A minha única fonte “didática” de leitura eram revistas de fotonovelas pornográficas que a dona do puteiro comprava semanalmente para dar para suas funcionárias. Como a minha não sabia lê, ela apenas olhava as fotos e depois guardava as revistas debaixo do nosso colchão.
A minha curiosidade em desvendar aqueles códigos que ficavam em balãozinhos em cima da cabeça de pessoas nuas era tanta que acabei inventando um próprio método de aprendizado. Não me perguntem como, mas inventei. O engraçado é que ao invés de soletrar palavras como: casa, navio e bola como qualquer pessoa que está começando a ler de forma convencional, separando sílaba por sílaba, as primeiras palavras que soletrei foi buceta, pica, safada. Eu confesso que tenho vergonha de falar isso. Mas, é a pura verdade. Essas eram as palavras mais repetidas em todas as fotonovelas que lia na época.
Entrei na escola com dez anos de idade. Eu era o quase o “tiozinho” da turma, todos os meus colegas de classe tinham cinco anos, imaginem só. O que me salvou foram as frequentes leituras pornográficas. Como os professores perceberam que eu já sabia lê fluentemente, eu fui remanejado para três séries adiante. E já comecei a estudar valendo na segunda série. Hoje falo para minha que eu sou um leitor assíduo graças àquelas revistas pornográficas.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Um vendedor de pamonhas chamado John Lennon


Recebi a recomendação de um amigo para visitar a mais nova postagem de seu blog e me surpreendir com a emocionante história do vendedor de pamonhas chamado John Lennon.....

Gostei tanto que quero compartilhar com vocês........

Boa leitura......


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Nunca gostei de pamonha. Mas sempre que viajo para Bragança, minha terra natal, faço questão de comprar aquelas pamonhas que são vendidas na beira da estrada para dar para minha mãe. Na semana passada, na estrada, dentro de um ônibus, numa viagem de volta para Belém, fui acordado pelos gritos de cinco garotos que em uma só voz gritavam a antológica frase “olha a pamonha, olha a pamonha!”. Era a minha décima tentativa de sono que acabava de ir por água abaixo.
Estrategicamente eles se concentraram ao lado de uma “lombada gigante” próximo de um posto de gasolina, na BR 316. Como o ônibus precisou diminuir a velocidade para passar pelo local, dava para abrir e janela do veículo e comprar o produto na maior tranquilidade, tal qual um “drive thru” dessas redes de “fast food”. Eu confesso que fui um dos poucos passageiros que não comprei a guloseima de milho mais vendida na estrada. Eis aí o meu grande arrependimento.
Se tivesse comprado certamente teria olhado com mais calma no rosto de um dos garotos, mas minha sonolência pró-viagem não deixou. Aumentando os passos porque o ônibus já começava a seguir a velocidade de antes e empolgado por vender mais de uma dúzia do produto para uma senhora que estava ao lado da minha poltrona, um dos meninos tirou de sua mochila uma dessas agendas doadas pela Seduc (Secretária de Educação do Estado do Pará) e jogou no meu colo. “A senhora vai gostar da minha história, tia”, disse o garoto para a mulher ao meu lado.
Com a boca cheia de pamonha e não dando a mínima para o ato do pequeno vendedor, a única coisa que a mulher conseguiu pronunciar foi “Eu vou descer logo ali na frente”. E a agenda? Perguntei. Ainda com a boca cheia ela deu de ombros, se levantou e seguiu para descer do veículo. Ainda insistir sobre a agenda. E nada. Como um curioso nato e assumido, comecei a folhear a agenda e logo na primeira página fui surpreendido com a seguinte inscrição feita de caneta preta “O diário da vida de John Lenon”.Aí meu arrependimento aumentou de vez. Porque não comprei a pamonha? Porque não olhei no rosto daquele garoto. A história dele está agora comigo e eu nem o reconheço se caso o encontrar novamente por aí.
Abaixo, publico na íntegra o primeiro capitulo dessa história emocionante que acabara de conhecer.


O DIÁRIO DE LENNON (Primeiro dia)

Meu nome é John Lennon Souza da Silva. Nunca entendi porque a minha mãe me deu esse nome. Analfabeta e moradora de uma cidadezinha do interior do Maranhão, ela nunca foi fã dos Beatles ou coisa do tipo. Desconfio até hoje que esse nome foi uma invenção da minha tia Izalmira, uma desses parentes metida á besta que todo mundo tem. Mesmo sabendo que eu não acredito, minha mãe morre dizendo que o meu nome foi escolhido depois de um sonho que ela teve... Um sonho internacional, diga-se de passagem. Mas enfim, acho que o fato dela não se “bicar” com a tia Izalmira impede que ela jamais admita que a idéia do meu nome tenha surgido da mente insana da minha tia metida à besta.
Sou o sétimo filho de um total de 12 irmãos. Mas só conheço seis. Os outros estão espalhados por “esse mundão de meu Deus”, como minha mãe costuma dizer. Quando nasci o meu irmão mais velho já tinha deixado a nossa casa há muito tempo. Na verdade esse é o destino de todos que completam a maioridade aqui em casa. Daqui a dois anos vai ser eu. Confesso que ainda não estou preparado para morar em outro lugar, mas enfim... Querendo ou não querendo preciso cumprir minha sina. Afinal essa é a regra da nossa casa, segundo minha mãe. “Só espero que você seja diferente. Não seja igualzinho teus irmãos que foram embora e esqueceram da gente”, diz indignada minha mãe, que sempre carregou sozinha o fardo de sustentar os filhos.
Ah, sim... Ia esquecendo de falar uma coisa primordial (é a primeira vez que estou escrevendo esta palavra, li num livro e achei bonita) para entender a vida da minha família. Minha mãe é prostituta num barzinho de beira de estrada, na BR 316, próximo da cidade de Santa Isabel. Todos os filhos que ela já teve foram segundo ela mesma fala “acidentes de trabalho”. Mas apesar de nenhuma cria ser planejada, ela nunca abortou, abandonou nem entregou os filhos para ninguém. Tanto é que já foram doze e eu acho que vem mais um aí. Semana passada eu vi ela reclamando de enjôos...acho que aconteceu mais um “acidente de trabalho”.
O legal da nossa família é a diversidade de cores. Negros, pardo, louro de olhos azuis...tenho irmão de tudo que é tipo. Somos uma família tipicamente brasileira. E... Por enquanto é só, amanhã escrevo de novo, estou muito cansado agora, preciso dormir. Amanhã tenho que acordar cedo para vender pamonha na estrada... Até amanhã!


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Conversa sobre Educação Ambiental na Fazenda da Esperança


No último sábado tive uma experiência bastante interessante e proveitosa. Participei do Seminário "Agroecologia e Educação Ambiental", realizado na Fazenda da Esperança, em Bragança (Pa), e promovido pelos acadêmicos concluintes do curso de Geografia do IESPA, Campus Bragança.
Tive a oportunidade de conhecer o belo trabalho realizado na Fazenda da Esperança e conversar com os internos sobre Educação Ambiental.
Dentre os pontos discutidos ficou a certeza de que somente um trabalho de sensibilização sobre a nossa necessidade de mudança dos atuais padrões de consumo nos possibilitará que salvemos o planeta.
Ficou também o exemplo de superação, ou a busca por ela, que é a marca daqueles que ali me escutavam.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dificuldades (limitações) e possibilidades do uso do computador na sua prática pedagógica.

Para iniciar esta fala sobre as possibilidades e limitações do uso do computador em minha prática pedagógica, faço referencia ao que disse Valente (2005), ao afirmar que “o impacto não depende da tecnologia, mas do que é feito com ela.” E sendo assim, o computador, também tem suas limitações na educação.
Não quero me prender aqui as limitações, tanto já faladas e escritas, em outras oportunidades. Quero, sobretudo, salientar as inúmeras possibilidades que o computador pode nos oferecer quando usado de forma adequada, responsável e pedagógica pelos profissionais da educação.
Entre essas possibilidades destacos as seguintes:
• Uso de editores de textos;
• Gerenciamento de banco de dados;
• Programas de elaboração;
• Sistemas de autoria;
• Programas para a criação de ambientes virtuais;
• Pesquisas na rede mundial de computadores, etc.
Claro que não devemos nos esquecer que cada proposta a ser implementada tem que considerar os objetivos a seres perseguidos, a cognição intelectual de nossos alunos, e fundamentalmente, a nossa capacidade de “operacionalização” destas máquinas.
Usado desta maneira, o computador pode ser um meio, e certamente será, com grandes possibilidades de enriquecimento no processo de ensino e aprendizagem; usado para a formação de cidadãos em sintonia com as exigências da atual sociedade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Palavras do Novo Secretário de Educação do Pará - Prof. Cavalcante



Confirmo aos leitores (as) do blog que fui convidado pela governadora Ana Júlia Carepa para assumir o cargo de Secretário de Educação.

Aos leitores mais curiosos esclareço que estava reunido com meus alunos na sala de informática da escola Aldebaro klautau, onde sou professor, quando fui convidado por Paulo Cunha para uma reunião com a governadora Ana Júlia Carepa.

Chegando ao local da reunião aguardei por alguns minutos para ser recebido pela governadora. Após encerrar uma reunião, Ana Júlia me chamou e conversamos bastante, em seguida ela me convidou para assumir a direção da SEDUC.

Eu aceitei o convite e trocamos ideias sobre questões educacionais e depois me retirei.

Liguei para Maria - minha esposa, e comuniquei o resultado da reunião..

Talvez seja um dos poucos professores da rede estadual de ensino que assume um cargo de Secretário de Educação.

Foi inevitável não lembrar da minha relação com a escola pública. Ministrei muitas aulas, Coordenei salas de informática, fui Coordenador Estadual do Proinfo Integrado, Diretor de Tecnologia da SEDUC. Atualmente, estou lotado na sala de informática da escola Aldebaro klautau e leciono a disciplina Sociologia na escola Palmira Gabriel, onde continuarei ministrando aulas à noite.

Lá continuarei sendo mais um professor a batalhar pelo ensino público de qualidade sob a direção da excelente diretora Maria Marlene.

Quanto dirigia o meu carro de volta a minha residência pensei: é o filho de uma servente, que varreu muita sala para ajudar a mãe, um garoto pobre que recebia presente da Legião da Boa Vontade chegou a Secretário de Educação. Pensei na minha mãe e nas lições que era me ensinou na vida.

Li a nota da minha nomeação no Diário do Pará e dois comentários de leitores já me criticavam. Não me deram nem tempo para respirar. Pensei que serei o único Secretário da SEDUC que não terei direito a um minuto sequer de lua de mel. Todos os outros tiverem aquele momento em que as pessoas te dão um prazo de validade.

No meu caso isto não será possível, mas também não me perturba. Conheço muito bem a Oceania e, principalmente, a realidade do ensino público.

Também não gosto de ficar transferindo responsabilidade. Assumo meus erros e não gosto de ficar culpando os outros pelos problemas que tenho que resolver.

Aos Núcleos de Tecnologia Educacional quero deixar uma mensagem especial. Vamos priorizar o Navegapará, a formação dos professores(as) e os projetos inovadores, como o aluno repórter realizado em Bragança por Beto Amorim e Ailton Rocha.

Alías, Ailton e Beto, bem que eu tenho tentando replicar o que vocês fazem em Bragança na sala de informática do klautau, mas vocês são insuperáveis.

Aos multiplicadores dos NTEs me comprometo a institucionalizar os núcleos de tecnologias e valorizar a CTAE.

Vou ter quer trabalhar muito para ver o professor Márcio Montoril (professor de educação física) mais feliz, pois pretendo concluir a reforma da escola Luiz Nunes Direito e quero ver em breve a sala de informática funcionando.

Reformas das escolas e a melhoria das condições de ensino são prioridades da governadora Ana Júlia e eu vou trabalhar diariamente para que elas aconteçam.

Tenho consciência que nem tudo será resolvido. Sei que tem uma greve em andamento e que é preciso encontramos saídas para resolver possíveis impasses.

Afinal todos nós não queremos prejudicar os nossos alunos(as)!

Nesta terça-feira manterei os mesmos compromissos. Irei ao Suporte técnico da SEDUC resolver um problema com equipamento que vai aumentar a área de livre acesso à internet da escola Aldebaro Klautau e iniciarei o curso de informática para meus alunos.

Talvez seja o meu último momento de paz. Que venha o que vier!!!!

Extraído de http://professorcavalcante.zip.net/

terça-feira, 27 de abril de 2010

CATEGORIA DECIDE! GREVE A PARTIR DE 07/05!


Os trabalhadores em educação, depois de 3 anos de discussão e quase 5 meses de espera, ficaram revoltados com a proposta de PCCR do governo Ana Júlia. A proposta apresentada é péssima: não estabelece o piso salarial; não contempla toda a categoria, pois se restringe ao magistério (professores e técnicos em educação); não beneficia o professor com nível médio na progressão vertical; na progressão horizontal não define o interstício e não assegura a progressão de fato (depende de autorização da SEPOF) e o percentual estabelecido é de apenas 0,5% (no estatuto do magistério o interstício e de 2 em 2 anos e percentual é de 3,5%). O PCCR do governo é, portanto, um claro retrocesso.

Por isso a resposta da categoria não podia ser outra. Se o governo não sabe ouvir e não respeita a vontade da categoria, usaremos a força e a disposição de luta dos trabalhadores em educação de todo o estado, para conquistar o PCCR que merecemos. A assembléia realizada hoje (27/04) no Paes de Carvalho contou com a presença de cerca de 2.000 trabalhadores, que por ampla maioria decidiram pela greve a partir do dia 07/05. Além disso, foi definido um calendário de mobilização que inclui a realização de um seminário estadual sobre o PCCR dia 30/04, participação massiva no ato do 1º de maio, realização de um ato unificado (município e estado) em Belém dia 05/05 e um grande ato no dia 07/05 para iniciar greve.

Conclamamos todos os dirigentes e a categoria a reunir com pais, alunos e a sociedade em geral explicitando as razões da greve. Ademais é fundamental reunir os trabalhadores em todos os municípios visando construir uma poderosa greve contra esse governo anti-popular e anti-democrático. À luta companheiros!


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Bragança lança 3ª edição do aluno-repórter


Nesta sexta-feira, 16, será lançada mais uma edição do Projeto Aluno Repórter – a imprensa na escola. De iniciativa dos professores Roberto Amorim e Aylton Rocha, o Projeto utiliza o sistema de radiodifusão e televisão, para formar futuros cidadãos. A idéia, que desenvolve habilidades especiais dos alunos, foi um sucesso e comemora em 2010 o terceiro ano de criação.

O projeto atende alunos do Ensino Médio das escolas da Rede Estadual que compõem a jurisdição da 1ª Unidade Regional de Ensino do município de Bragança além dos municípios de Tracuateua, Augusto Corrêa e Cachoeira do Piriá. A coordenação conta ainda com a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Pastoral da Juventude, Hospital Santo Antonio, Tiro de Guerra, UFPA – Campus de Bragança e Instituto Santa Teresinha e Semtraps.

Os projetos são apoiados financeiramente com recursos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), via Edital N. 022/2008, da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), além da Prodepa, Secom, Funtelpa e Infocentros do NavegaPará.

Na oportunidade, serão apresentadas as equipes de alunos representantes das escolas dos municípios de Bragança, Tracuateua, Augusto Corrêa, Viseu, Cachoeira do Piriá e instituições convidadas.

Texto: Ascom/Seduc

segunda-feira, 12 de abril de 2010

NUCLEO TECNOLÓGICO EDUCACIONAL – BRAGANÇA

CONVITE

O Núcleo Tecnológico Educacional – NTE convida professores, coordenadores, Gestores a participar da aula inaugural do curso “Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC” e para certificação do curso de 40 “Introdução à Educação Digital”, ministrado no ano de 2009.

Local: Auditório da Escola Bolívar Bordallo
Data: 15/04
Hora: 19h
Coordenação do NTE

terça-feira, 23 de março de 2010

Pré-Conferência discute gestão das águas no Brasil e faz revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos

Descrição:

Em comemoração ao Dia Mundial da Água e pela importância dada a esse recurso natural, o Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU/MMA), realiza a 1ª Pré Conferência Nacional de Águas (Pré-Conaguas) nos dias 23 a 25 de março de 2010, em Brasília.

A Pré-Conaguas é um espaço para reunir atrizes e atores do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), visando a construção de uma agenda nacional das águas, de forma a orientar a atuação coordenada dos colegiados, órgãos formuladores de políticas, órgãos gestores e agências de bacias, além de se inserir no contexto de um amplo processo de fortalecimento de políticas públicas participativas, com envolvimento de uma grande diversidade de segmentos com vistas a debater coletivamente propostas e caminhos para os desafios enfrentados hoje pelo País, no âmbito da gestão das águas.

O Sistema já conta com suas instâncias deliberativas em seus diversos recortes territoriais (comitês de bacias hidrográficas e conselhos de recursos hídricos), tendo como órgão máximo o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Então a proposta é que esta iniciativa se consolide como uma instância consultiva com representação efetiva de todo o Singreh, como um momento de encontro entre atrizes/atores que vivenciam realidades diversas do ponto de vista da implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, mas que enfrentam desafios comuns e tem múltiplas experiências a serem compartilhadas.

A Pré-Conferência também visa contribuir com o processo de revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos, apresentando temas-chave como a consolidação do Singreh e a sustentabilidade econômico-financeira da gestão e a incorporação da perspectiva das mudanças climáticas e ambientais globais no âmbito da gestão das águas.

Para este desafio, foram convidados representantes do CNRH; dos 27 conselhos estaduais e distrital de recursos hídricos; dos 8 comitês de bacia hidrográfica de rios de domínio da União e dos mais de 150 comitês estaduais; além de representantes dos órgãos gestores estaduais e distrital.

Assim, convocamos todas e todos a participarem desta Pré-Conferência e a se inserirem nesta iniciativa que vem a consolidar o compromisso do Governo Federal com a gestão descentralizada e participativa das águas, conforme prevê a Lei 9.433/1997, que se insere no contexto de um amplo processo de fortalecimento de políticas públicas participativas, com envolvimento de uma grande diversidade de segmentos com vistas a debater coletivamente propostas e caminhos para os desafios enfrentados hoje pelo País, no âmbito da gestão das águas.

Local: Hotel Nacional - Brasília/DF

Data do Evento: 23/03/2010

Data de término do evento: 25/03/2010

Extraído de http://www.mma.gov.br/sitio/#