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terça-feira, 19 de maio de 2009

A emoção de se ensinar a aprender com emoção

Cybele Meyer
Advogada, artista plástica, diretora pedagógica


Todo indivíduo que senta num banco escolar se torna aluno independente da idade que tenha ou do curso que freqüente seja ele Pré-escolar, ensino fundamental, médio ou uma Pós-graduação, um Mestrado ou qualquer outro. Quando este aluno vai para a escola o seu objetivo maior é receber conhecimento. Este “receber conhecimento”, na maioria das vezes, tem caráter tradicional onde o professor fala e o aluno escuta e anota para mais tarde estudar em casa. Ao estudar suas anotações conclui que muitas explicações foram dificílimas de se entender e muito fáceis de serem confundidas ou até mesmo esquecidas.

As perguntas “como foi mesmo que o professor explicou? Para que serve mesmo isto? Será que isto é importante?” São freqüentes na maioria dos estudantes. Esta situação posso afirmar, é regra e não exceção como pode parecer.

Para que o aluno possa entender as informações recebidas, o professor terá que usar um recurso infalível – a emoção.

Sabe-se que uma situação de emoção (tanto boa quanto ruim), só precisa acontecer uma única vez para ficar registrado em nosso cérebro. Não é preciso ficar preso no elevador, 21 vezes, para se ter receio de andar nele e nem será preciso que se prepare 21 festas surpresas de aniversário para que se tenha boas lembranças dela.

O mesmo deve acontecer com o aprendizado.

Uma aula ministrada com emoção é uma aula com entendimento. Nada se realiza se não passar do cérebro para o coração. Como cita Paulo Freire “ser sábio é saber que nenhuma mudança é possível sem a magia do amor”. E o que é a emoção senão sentir o amor!

O ser humano é o único animal pensante. Ao contrário dos outros bichos não precisa desenvolver o físico para sobreviver. A sua sobrevivência depende da sua inteligência.

Todo o progresso que hoje desfrutamos foi oriundo do pensamento humano diante de uma necessidade iminente.

O pensamento tira o homem da inércia.

Hoje esta herança do progresso é passada para as crianças de forma lúdica através dos brinquedos que reproduzem em miniaturas os recursos tecnológicos de que dispomos.

É comum vermos meninas quando estão brincando de casinha, ao invés de fazer comidinha no fogão, como brincavam as crianças de 50 anos atrás, colocam a comida pronta no microondas apenas para aquecer. Também não saem com o carrinho de supermercado para fazer compras. Usam o telefone ou o computador de brinquedo para encomendar o que precisam e ficam aguardando a entrega. Os meninos manuseiam com agilidade os brinquedos eletrônicos e na telinha dos mesmos vivenciam situações futuristas. Como então podemos continuar a ministrar aulas nos moldes do “eu falo e você escuta?”.

O professor ao preparar sua aula deve propor situações problemas, dentro do assunto em voga, de forma que os alunos possam pensar, raciocinar e criar situações novas para solucioná-los.

Este recurso faz com que o professor trabalhe com o emocional dos alunos. Não deve, de forma alguma, este tipo de atividade ser avaliada através de nota. Isto poderia comprometer a espontaneidade do aluno em se manifestar. Há não muito tempo atrás, nas provas aplicadas pelo professor para avaliação de conhecimento, este exigia que a resposta dada fosse exatamente da forma como estava no livro. Se por ventura o aluno respondesse de maneira diferente, talvez até por insegurança do próprio professor, este considerava errada a resposta e lhe era atribuída nota “vermelha”.Não havia uma preocupação do professor em tentar entender o raciocínio usado. Com este tipo de comportamento a criatividade das crianças era castrada. Havia aqueles mais audazes que por terem convicção do que estavam fazendo tentavam argumentar, mas ao invés de serem ouvidos eram punidos por indisciplina e muitas vezes rotulados como crianças com “problemas de aprendizagem”.

A nota tem que ser uma conseqüência e não uma finalidade Então! Qual caminho a seguir?

Deve-se ter sempre em mente unir conteúdo e prática.

De que adianta sabermos algo se não sabemos onde e como usá-lo! Ao explicarmos as quatro operações, devemos vivenciar isto fazendo compras num supermercado improvisado na própria sala de aula onde o aluno multiplica o preço de um litro de leite pelos 3 litros que quer comprar. Divide uma “promoção” de leve três e pague dois e depois compara o resultado com o preço unitário do produto fazendo com que raciocine se realmente há vantagem nesta compra. Ensine a somar todos os produtos comprados para que ele saiba o quanto custou tudo aquilo e a subtrair para obter o troco. Se a matéria for História “conte” não só mencionando o nome das pessoas em questão. Dê vida a eles. Represente com os alunos. Improvise um teatro vivenciando aquele episódio tão importante. Não é preciso ensaiar, você dá as coordenadas. Eles entram com o “concreto”. Situe-os no tempo não só mencionando datas, mas faça com que se imaginem trajando as vestes daquela época. Situe-os no mapa para saberem exatamente onde fica localizado este lugar em que se passou este momento da História. Mencione a importância deste acontecimento nos dias de hoje.

E assim por diante. Em cada matéria procure explorar ao máximo os recursos que tiver e que criar, procurando sempre interagir com a classe.

Surpreenda-os!

Crie nos seus alunos a expectativa de: Como será a aula de hoje!

Motive-os a pensar, a raciocinar.

Inspire-os para que entrem em situação de criação.

Ao professor que dá uma aula recheada de emoção lhe será dada a resposta maravilhosa com os resultados obtidos pelos alunos que aprenderam com emoção.

Não devemos esquecer nunca que a continuidade da evolução está nas mãos dos nossos alunos de hoje.

CARTA ABERTA À COMUNIDADE: POR UM REAJUSTE SALARIAL DIGNO E UMA ESCOLA

Nós, trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual de ensino, vimos por meio desta carta nos dirigir ao povo paraense, especialmente às mães e aos pais de nossos alunos e alunas, com o objetivo de explicar os motivos que nos levaram a deflagrar a greve por tempo indeterminado. Em fevereiro deste ano, apresentamos ao Governo do Estado as nossas reivindicações salariais e propostas visando à melhoria das condições de trabalho para os servidores em educação. Infelizmente, tanto na capital, quanto no interior, muitas escolas estão sem condições de funcionar e algumas até com risco de desabamento. Porém, o Governo Ana Júlia, além de demorar muito para responder aos nossos pedidos, apresentou uma proposta salarial que não satisfaz a nossa categoria. Para os cargos de nível fundamental ofereceu um reajuste de 12,05%, e 10% para os de nível médio e de 6% para os de nível superior. Se essa proposta fosse aprovada, significaria dizer que nós, independente da nossa qualificação, teríamos nosso vencimento-base igual a um salário mínimo: R$ 465,00. Sendo importante ressaltar também, que o vencimento-base atual de quem tem cargo de nível superior é menor que este valor. Quanto às reformas necessárias e urgentes em algumas escolas, foi elaborado um calendário emergencial desde o ano passado. Entretanto, o mesmo não foi cumprido e hoje se encontra praticamente parado. Sendo assim, por conta da falta de respeito com a nossa categoria e a população, é que decidimos paralisar nossas atividades e protestar contra nossos baixos salários. Além do que a greve deflagrada por trabalhadores e trabalhadoras da educação pretende não só lutar pelos reajustes salariais e melhores condições de trabalho, como também por reformas imediatas nas escolas que se encontram em estado precário. Queremos que este governo possa oferecer ainda aos alunos e professores salas climatizadas, para que tenham um ambiente de aprendizado prazeroso, e acabe com o uso do giz que faz adoecer os que já inalam o pó desprendido do mesmo há muitos anos. Assim, pedimos o apoio de todos vocês. Essa luta precisa ser assumida também pela comunidade, pois precisamos todos juntos, professores, funcionários, alunos e pais, lutar por uma escola pública com ensino de qualidade, com bibliotecas e laboratórios equipados, com atividades culturais, artísticas e físicas para incentivar os nossos jovens talentos. Ou seja, uma ESCOLA PÚBLICA COM QUALIDADE SOCIAL.
Sindicato do Trabalhadores em Educação das Escolas Públicas do Pará- SINTEPP

A diferença entre força e coragem (Para refletir......)

É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.

Se você sente que lhe faltam a força e a coragem,
queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje
com Calor e Amor !

E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz
que há um Amigo, vivendo num outro lado do Mundo,
desejando que você esteja bem.