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quinta-feira, 5 de março de 2009

Importância do livro didático

Infelizmente é inerente ao gênero humano analisar as mudanças sociais etnocentricamente. Não obstante, as mudanças que ocorrem no setor educacional são analisadas também dentro desta ótica.
Diversos especialistas consideram o uso das TIC’s um ponto primordial para o sucesso atual das praticas pedagógicas. No entanto, se esquecem que as disparidades socioeconômicas, típicas do capitalismo, tornam a apropriação destas tecnologias bastante desigual.
Sendo assim, não me parece válido tecer um discurso que pense no livro didático como algo ultrapassado,quando na verdade, ele ainda não se faz realidade a uma parcela considerável da população mundial, pois a realidade em vários lugares do mundo tem nos apresentado que o uso de tecnologias mais tradicionais, como giz e o quadro negro, ainda são recursos inexistentes.
Isso também acontece com o livro didático que em certos países não se efetivou como recurso pedagógico, e, portanto sua utilização carece de uma prática pedagógica eficiente.
Aqui no Brasil, o livro didático só passou a ser um recurso em todo o território nacional através do PNLD, consolidado nos anos 90. E mesmo assim, muitos professores não têm cabedal teórico-metodológico para qualificar o seu uso. Ou os utilizam dando-lhes uma superimportância, desprezando outros recursos disponíveis. Cabe ressaltar que este problema é uma contribuição dos devassados programas formativos dos cursos de licenciatura no país.
Sendo assim, acredito que como qualquer outra tecnologia, o livro não pose ser simplesmente deixado de lado, em prol do discurso da “novidade”. O livro deve ser utilizado, como qualquer outra tecnologia, e como tal tem suas limitações, e precisa ser pensado sob a ótica da otimização das estratégias de ensino para cada realidade.
Analisando um livro didático de Geografia (GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL – O espaço natural e socioeconômico, de Lygia Terra e Marcos Amorim Coelho) se percebe que há uma preocupação autoral em adequar o livro didático as recomendações do MEC e as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio, incorporando um projeto metodológico que privilegia a aquisição de competências pelos educandos. Do ponto de vista epistemológico o livro está concebido dentro da chamada Geografia Critica. É um livro que, além dos conteúdos, apresenta muitas ilustrações (gráficos, figuras, mapas, etc.) como informações complementares ao que está sendo discutido. A cada temática trabalhada oferece aos alunos outras referências que servem para um aprofundamento do tema, como indicações de filmes, livros e sites.
Este livro não apresenta conteúdos que incentivem a formação de idéias preconceituosas, apresentando as diversidades humanas como algo que precisa ser respeitada.
No entanto, apresenta um problema que é comum a mais de 90% dos livros didáticos brasileiros. Ele não atende as especificidades regionais, colocando ao professor a responsabilidade de não cometer o erro de fazer seus alunos pensarem sob a ótica espacial dos autores do livro.

5 comentários:

  1. esse testo foi muito legual e muito bom .

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  2. Interessante o seu texto,estou pesquisando sobre o assunto. O mesmo me foi muito útil.

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  3. Ótimo texto, parabéns pelo blog, é muito bom!

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  4. CONCORDO COM VOCÊ.O ESSENCIAL É NÃO USARMOS APENAS O LIVRO DIDÁTICO,MAS SIM,PROCURARMOS OUTRAS FONTES DE INFORMAÇÕES.SOU EDUCADORA MAS SEMPRE ESTOU PESQUISANDO, POIS NEM SEMPRE ENCONTRO O QUE PRECISO NOS LIVROS DIDÁTICOS.ADOREI O SEU TEXTO. BOA SORTE! CLAUDETE BAÍA.

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