Seja Bem Vindo

Este Blog foi criado com o objetivo de possibilitar uma maior interação entre minhas atividades e àqueles que por elas se interessarem.
Espero que gostem.
Antecipo meus agradecimentos e não esqueça de deixar seu comentário.
Sugestões pelo e-mail.
Obrigado pela visita.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Importância do Livro

O livro é um instrumento que tem uma importância extrema em minha vida, pois em minha vida profissional, assim como na vida de qualquer professor, ele é um “objeto” inseparável em nosso dia-a-dia.
Não acredito que o livro possa estar ameaçado pela presença de novas tecnologias, em especial às ligadas aos meios digitais, como a Internet.
Ao contrário, algumas pesquisas recentes, como a do professor e jornalista José Arrabal, têm constatado que com o auxílio da rede mundial de computadores muitos jovens têm aumentado seus interesses pela literatura, fato que ajuda no crescimento das vendas dos “tradicionais” livros impressos.
Outro ponto importante é que a própria literatura tem a cada dia se apoiado na internet e se popularizado mais ainda com a criação dos e-books, de sites e blogs especializados no assunto, difundindo obras e autores que certamente estariam fora do mercado editorial impresso.
E ainda mais, o que não dizer do já verificado aumento de vendas de livros nos últimos anos depois da chegada dos sites que oferecem estes serviços.
Também não concordo quando alguns insistem em afirmar que o uso corrente da internet, e de seus mais diversos recursos, têm contribuído para enfraquecer hábitos como a leitura e escrita.
Diferentemente dessa opinião, acredito que nunca antes tivermos um meio pelo qual tantas possibilidades podem ser desenvolvidas, já que independentemente do recurso utilizado, temos na internet a oportunidade de utilizarmos tanto a escrita (chats, msn, orkut ,etc) como também o próprio ato de ler e interpretarmos as mensagens que chegam até nós.
É por tudo isso que o livro, assim como outras mídias impressas como as revistas, jornais etc., irão continuar sendo um meio importante de conservação e difusão dos bens culturais e intelectuais que a humanidade construiu, constrói e continuará construindo

O hiper texto na educação

Diante das novas modalidades de criação de textos surgidas com as mídias digitais, temos também que orientar as atividades nas escolas para a capacitação dos educandos no sentido do aprimoramento e letramento digital.
Esse letramtento que segundo Soares “refere-se a questão das práticas de leitura/escrita possibilitadas pelo computador e pela Internet”, não impedirá que se desenvolva com maior eficiência a habilidade da leitura. Ao contrario, corroborará para tal, na medida em que permitirá uma nova dinâmica de leitura não mais baseada na linearidade rígida daquela verificada no texto impresso.
Muitos professores, em especial os de Língua Portuguesa, poderiam utilizar com maior freqüência o hipertexto em suas aulas e, assim, tirar o máximo de proveito desse recurso.
Uma grande parte dos alunos em algumas escolas que já tem a realidade dos laboratórios de informática com acesso a rede mundial de computadores, e já tem contato freqüentes com o hipertexto, e neste caso, precisamos orientar esses alunos para um uso mais critico e responsável desta nova modalidade de leitura e escrita.
O contato mais direto com computadores e, conseqüentemente, com a Internet, permite também o contato com diferentes formas de linguagens, forçando-nos a diferentes leituras e interpretações daquilo a que temos acesso.
Este novo contexto nos leva a encarar um fato muito pouco questionado mediante a hegemonia do livro impresso, a de que as informações são passiveis de questionamentos e, são, sobretudo, perecíveis.
A idéia de autoria compartilhada, característica elementar no hipertexto, deve sim ser compreendida pelos educandos para que os mesmos saibam compreender e ao mesmo tempo se tornarem autores/colaboradores éticos neste novo universo cultural.

Importância do livro didático

Infelizmente é inerente ao gênero humano analisar as mudanças sociais etnocentricamente. Não obstante, as mudanças que ocorrem no setor educacional são analisadas também dentro desta ótica.
Diversos especialistas consideram o uso das TIC’s um ponto primordial para o sucesso atual das praticas pedagógicas. No entanto, se esquecem que as disparidades socioeconômicas, típicas do capitalismo, tornam a apropriação destas tecnologias bastante desigual.
Sendo assim, não me parece válido tecer um discurso que pense no livro didático como algo ultrapassado,quando na verdade, ele ainda não se faz realidade a uma parcela considerável da população mundial, pois a realidade em vários lugares do mundo tem nos apresentado que o uso de tecnologias mais tradicionais, como giz e o quadro negro, ainda são recursos inexistentes.
Isso também acontece com o livro didático que em certos países não se efetivou como recurso pedagógico, e, portanto sua utilização carece de uma prática pedagógica eficiente.
Aqui no Brasil, o livro didático só passou a ser um recurso em todo o território nacional através do PNLD, consolidado nos anos 90. E mesmo assim, muitos professores não têm cabedal teórico-metodológico para qualificar o seu uso. Ou os utilizam dando-lhes uma superimportância, desprezando outros recursos disponíveis. Cabe ressaltar que este problema é uma contribuição dos devassados programas formativos dos cursos de licenciatura no país.
Sendo assim, acredito que como qualquer outra tecnologia, o livro não pose ser simplesmente deixado de lado, em prol do discurso da “novidade”. O livro deve ser utilizado, como qualquer outra tecnologia, e como tal tem suas limitações, e precisa ser pensado sob a ótica da otimização das estratégias de ensino para cada realidade.
Analisando um livro didático de Geografia (GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL – O espaço natural e socioeconômico, de Lygia Terra e Marcos Amorim Coelho) se percebe que há uma preocupação autoral em adequar o livro didático as recomendações do MEC e as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio, incorporando um projeto metodológico que privilegia a aquisição de competências pelos educandos. Do ponto de vista epistemológico o livro está concebido dentro da chamada Geografia Critica. É um livro que, além dos conteúdos, apresenta muitas ilustrações (gráficos, figuras, mapas, etc.) como informações complementares ao que está sendo discutido. A cada temática trabalhada oferece aos alunos outras referências que servem para um aprofundamento do tema, como indicações de filmes, livros e sites.
Este livro não apresenta conteúdos que incentivem a formação de idéias preconceituosas, apresentando as diversidades humanas como algo que precisa ser respeitada.
No entanto, apresenta um problema que é comum a mais de 90% dos livros didáticos brasileiros. Ele não atende as especificidades regionais, colocando ao professor a responsabilidade de não cometer o erro de fazer seus alunos pensarem sob a ótica espacial dos autores do livro.