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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ministrar aulas pelo rádio é desafio

Edição de 06/12/2009

Sem o quadro - Professor diz que é preciso usar a imaginação para incentivar alunos

CASTANHAL

Do correspondente

Luciano Borges, como os outros oito professores que compõem o quadro do Serb, não fez cursos para aprender a lidar com a ferramenta rádio. Aprendeu com os professores mais antigos a ditar as lições de forma clara, nos programas ao vivo, e a organizar as aulas para conseguir cumprir o programa escolar. 'Todos nós viemos de uma experiência de escola regular, de sala de aula convencional. Ir para o rádio, dar aula, é um desafio que nem todo mundo consegue vencer', diz.

'Na hora que começa a aula, a gente imagina que ali na nossa frente está o aluno. Tenta criar uma relação com ele. Chamando a atenção e incentivando para que resolva os exercícios, que reserve um tempo do dia para fazer a leitura do material', conta a professora Sônia Bessa, de história. 'O sucesso do aluno depende muito do empenho. Eu sempre digo assim, ‘eu sei que vocês trabalham demais, que são muito ocupados, mas se dediquem, reservem um tempo pro estudo', diz a professora. Com os alunos, ela tenta manter uma relação cordial, de estímulo e confiança. 'Depois, eles até comentam as aulas. Se sentem à vontade para mandar recadinhos, bilhetes para a rádio. Vem sempre um dizendo ‘professora, me desculpe, não se ofenda, mas na aula da semana passada, a senhora falou muito devagar, ou correu demais', diz Bessa, sem esconder a satisfação da relação que mantém com os estudantes ouvintes.

De quinze em quinze dias, os professores recebem os alunos do EJA na escola para o 'reforço' - um tira-dúvidas presencial, na sede da rádio Educadora. É quando os mestres podem acompanhar de perto o desenvolvimento de cada aluno. De bicicleta, a pé, ou de carona, eles chegam à escola, geralmente bem arrumados, com o material debaixo do braço. A maioria dos freqüentadores dos 'reforços' é mulher. Entre elas, são maioria as mães, adultas, fora da idade escolar.

Extraído de O Liberal
http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=446550

Rádio ajuda a educar quem vive no interior

Edição de 06/12/2009

No Pará - Programas transmitem aulas para os que estão longe das facilidades do mundo moderno

FILIPE SANCHES

De Bragança (PA)

As aulas pelo rádio, aos moldes das que eram incentivadas e mantidas pelo governo federal nas décadas de 60 e 70, sobrevivem nos rincões do Estado do Pará. Em comunidades onde a energia elétrica depende de geradores a diesel, onde internet e inclusão digital são termos desconhecidos pela maioria dos moradores, as ondas médias e tropicais ainda propagam lições do ensino básico. De Bragança, nordeste do Estado, uma rádio-escola tradicional, sustentada hoje sem a ajuda financeira do governo, transmite diariamente aulas para quem ainda não concluiu o ensino fundamental. O sinal da Educadora AM, na frequência dos 1390 KHz, é captado em duas dezenas de municípios da região bragantina e em parte do sudeste paraense. Os registros de alunos do Sistema Educativo Radiofônico de Bragança, o Serb, indicam que 95 mil pessoas cursaram e concluíram a primeira etapa dos estudos ouvindo as lições pelo rádio. A Educadora AM, aos 49 anos, coleciona histórias de vitória e superação. Entre os ex-alunos, estão empresários, políticos e professores.

Por décadas, o governo federal investiu em programas de educação à distância pelo rádio na tentativa de usar o meio de comunicação mais popular entre as comunidades rurais para levar o ensino a localidades em que o acesso a escolas era dificultoso. O mais conhecido deles foi o Minerva, criado durante o regime militar e mantido por mais de uma década em esquema de transmissão obrigatória nas rádios brasileiras. Voltado para a educação de jovens e adultos e com a meta de reduzir os índices de analfabetismo no interior do Brasil, o Minerva sucumbiu ao baixo índice de aprovação de seus alunos nos exames supletivos de capacitação. O programa didático simplificado e a falta de estrutura para o atendimento presencial dos alunos nas regiões norte e nordeste, ainda hoje as com maiores carências educacionais, sepultaram de vez o programa. Outras iniciativas, em nível regional, nasceram e definharam sem apoio, ao longo dos anos. A maioria delas perdeu espaço para a televisão e para métodos de ensino à distância baseadas em novos meio de comunicação. Os mais recentes, com o apoio do Ministério da Educação, baseiam-se em telecursos televisionados e em aulas transmitidas pela internet com interação entre alunos e professores.

AUDIÊNCIA

A escola pelo rádio da Educadora AM de Bragança nasceu antes do Minerva e sobreviveu às mudanças nas regras de educação de base do MEC. Hoje, 309 alunos acompanham regularmente as aulas e cumprem pelo rádio o calendário escolar tradicional, o mesmo das escolas presenciais. A maioria deles mora em comunidades rurais ou vilas de pescadores na região do salgado, longe das salas de aula convencionais. Em algumas destas localidades, não há energia elétrica, linhas telefônicas e pontos de acesso à internet.

O Serb é conveniado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) há 27 anos. O salário dos professores, pago pelo Estado, e o material didático utilizado pelos alunos - o mesmo da escola regular - são as únicas contribuições do governo na iniciativa da rádio-escola. A escola radiofônica é integrada à coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria de Educação e oferece, hoje, a terceira e a quarta etapa, que correspondem aos conteúdos de 5ª a 8ª série.

Comunidades sofrem com o isolamento
'O rádio, que em muitos estados já é uma realidade superada, no Pará, ainda é uma realidade necessária', afirma a professora Adelaide Brasileiro, coordenadora do EJA/Seduc. Adelaide afirma que as comunidades mais distantes que as ondas da Educadora de Bragança alcançam dificilmente poderiam ser atendidas satisfatoriamente pelo ensino convencional, aos moldes da educação presencial. 'Nessas localidades em que nem o telefone chegou, onde computador e internet não existem, o rádio ainda é uma tecnologia viável. Um aliado da educação que não deve ser descartado', diz.

Os alunos que acompanham regularmente as aulas pelo rádio, segundo a coordenadora do EJA no Pará, têm bom desempenho nos exames supletivos aplicados para ingresso no ensino médio. A professora Adelaide Brasileiro afirma que entre os que conseguem ser aprovados nos exames na região nordeste do estado, há um número expressivo de alunos da Educadora de Bragança. Mesmo aqueles não matriculados no Serb e que apenas acompanham as aulas, sem vínculos com a escola, conseguem bons resultados. 'Nós temos encontrado entre os aprovados um número significativo de pessoas que estudaram com a ajuda das aulas pelo rádio, mesmo não matriculadas na escola', reforça Adelaide.

Embora comemore os resultados, a coordenadora do EJA fala também da 'necessidade urgente' de elaboração de um material didático que atenda às necessidades dos alunos do sistema radiofônico. Os livros para o acompanhamento das aulas, segundo ela, devem ser elaborados pelos próprios professores, levando em consideração os problemas detectados por eles no dia-a-dia de aulas. Por enquanto, as dificuldades com o material, o mesmo distribuído aos estudantes das escolas presenciais, são contornadas com criatividade.

'Imagina uma aula de geometria em que o aluno não pode ver a explicação no quadro', diz Luciano Borges, professor da escola radiofônica de Bragança há quatro anos. 'A dinâmica da aula é diferente e tem que ser assim. É de repetição, de retomada dos assuntos mais complicados. Há toda uma preocupação em se falar pausadamente e em dar ênfase naqueles itens que o aluno do rádio, ou qualquer outro aluno, sentiriam dificuldade. O ideal é que o professor indique para o aluno a página e o material que ele deve acompanhar, como acontece dentro de uma sala de aula'.

Extraído de Jornal O Liberal
http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=446549

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do Professor!!!


Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
(Paulo Freire).

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dificuldades na utilização da cartografia nas aulas de Geografia

Um dos grandes desafios da Geografia Escolar é o desenvolvimento de atividades onde sejam desenvolvidas o uso da cartografia.
Muitos professores “preferem” camuflar o uso e confecção de mapas manuseando apenas aqueles que já estão impressos nos manuais didáticos.
Para aqueles que querem “dicas” de como trabalhar a cartografia em sala de aulas, vale a pena conferir os conteúdos sugeridos nos sites abaixo:

Texto 01- Cartografia na Escola
Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2003/ce/tetxt2.htm


Texto 02 – A Alfabetização cartográfica nas séries iniciais
Disponível em: http://www.ufpel.tche.br/cic/2007/cd/pdf/CH/CH_00541.pdf


Texto 03 – A cartografia e a interdisciplinaridade na educação de jovens e adultos
Disponível em: http://proex.reitoria.unesp.br/congressos/Congressos/2__Congresso/Educa__o/Educ69.htm


Texto 04 - Balanço final:"Como ensinar cartografia nas aulas de geografia?"

Disponível em: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/suavoz/0028.html

Texto 05 - Cartografia – Coordenada UTM em aulas de Geografia

Dísponível em: http://cartografiaescolar.wordpress.com/coordenada-utm/

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A importância da formação contínua

O professor e sua evolução profissional
Quando se refere à formação continuada, são enfatizados os seguintes aspectos do profissional: a formação, a profissão, a avaliação e as competências que cabem ao profissional.
O educador que está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências tende a ampliar o seu campo de trabalho.
Segundo o estudioso Philippe Perrenoud, a formação profissional contínua se organiza em determinadas áreas prioritárias. Dentre elas estão as competências básicas que cabem ao educador. Refere - se como áreas de competências, devido cada uma delas abordar várias competências. Veja as dez grandes áreas de competências segundo Perrenoud:
Competências de referência
Competências mais específicas a serem trabalhadas em formação contínua (exemplos)
1. Organizar e animar situações de aprendizagem

• Conhecer, em uma determinada disciplina, os conteúdos a ensinar e sua tradução em objetivos de aprendizagem.

• Trabalhar a partir das representações dos alunos.

• Trabalhar a partir dos erros e obstáculos à aprendizagem.

• Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas.

• Comprometer os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.
2. Gerir a progressão das aprendizagens • Conceber e gerir situações-problema ajustadas aos níveis e possibilidades dos alunos.

• Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino primário.

• Estabelecer laços com teorias subjacentes às atividades de aprendizagem.

• Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, segundo uma abordagem formativa.

• Estabelecer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão.
3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação • Gerir a heterogeneidade dentro de uma classe.

• Ampliar a gestão da classe para um espaço mais vasto.

• Praticar o apoio integrado, trabalhar com alunos em grande dificuldade.

• Desenvolver a cooperação entre alunos e certas formas simples de ensino mútuo.
4. Implicar os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho • Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com os conhecimentos, o sentido do trabalho escolar e desenvolver a capacidade de auto-avaliação na criança.

• Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou da escola) e negociar com os alunos diversos tipos de regras e contratos.
• Oferecer atividades de formação opcionais, a La carte.

• Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
5. Trabalhar em equipe • Elaborar um projeto de equipe, representações comuns.

• Animar um grupo de trabalho, conduzir reuniões.
• Formar e renovar uma equipe pedagógica.

• Confrontar e analisar juntos situações complexas, práticas e problemas profissionais.

• Administrar crises ou conflitos entre pessoas.


6. Participar da gestão da escola • Elaborar, negociar um projeto da escola.

• Gerir os recursos da escola.

• Coordenar, animar uma escola com todos os parceiros (bairro, associações de pais, professores de língua e cultura de origem).

• Organizar e fazer evoluir, dentro da escola, a participação dos alunos.


7. Informar e implicar os pais • Animar reuniões de informação e de debate.

• Conduzir entrevistas.

• Implicar os pais na valorização da construção dos conhecimentos.


8. Utilizar tecnologias novas • Utilizar softwares de edição de documentos.

• Explorar as potencialidades didáticas dos softwares em relação aos objetivos das áreas de ensino.

• Promover a comunicação à distância através da telemática.

• Utilizar instrumentos multimídia no ensino.


9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão

• Prevenir a violência na escola e na cidade.

• Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais.

• Participar da implantação de regras da vida comum envolvendo a disciplina na escola, as sanções e a apreciação de condutas.

• Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em classe.

• Desenvolver o sentido de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça.


10. Gerir sua própria formação contínua

• Saber explicitar as próprias práticas

• Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua.

• Negociar um projeto de formação comum com colegas (equipe, escola, rede).

• Envolver-se nas tarefas na escala de um tipo de ensino ou do DIP.

• Acolher e participar da formação dos colegas.

Sugere-se que cada educador tenha consciência do nível de competências em que se encontra, realizando uma auto avaliação, o que irá resultar em uma grande evolução na sua função como educador.

Disponível em: http://www.mundoeducacao.com.br/educacao/a-importancia-formacao-continua.htm

sábado, 29 de agosto de 2009

Sobre Bragança


Bragança é uma das mais antigas cidades do Pará, com mais de 370 anos de história. Situada às margens do rio Caeté (que significa "mato bom", em tupi), era habitado inicialmente por índios Tupinambás. Antes da fundação de Belém, em 1614, foi erguido, nas terras de Bragança, o forte do Caeté. No século XVII, mais precisamente em 1622, a área foi doada por Felipe III, da Espanha, a Gaspar de Souza, Governador Geral do Brasil. Anos depois, em 1634, o filho de Gaspar de Sousa, Álvaro de Souza, fundou ali, à margem direita do rio Caeté, o que seria o primeiro povoado de Bragança. Um dos fatos mais importantes da história do município é a inauguração, em 1908, da Estrada de Ferro Belém-Bragança, desativada em 1965. A economia baseia-se na agricultura, na pesca e no turismo. Suas principais atrações são o patrimônio histórico, a festa da marujada, que ocorre desde 1798, a praia oceânica de Ajuruteua, os extensos manguezais e a ilha de Canelas, onde encontra-se o maior ninhal de guarás do planeta.

fonte: http://fotolog.terra.com.br/emocoesviagens:271

Por que Estudar a Geografia

ESTUDAR GEOGRAFIA é a forma de compreendermos o mundo em que vivemos. Por meio desse estudo, podemos entender melhor tanto o local em que moramos - seja uma cidade, seja uma área rural - quanto o nosso país, assim como os demais países da superfície terrestre. O campo de preocupação da geografia é o espaço da sociedade humana, onde os homens e as mulheres vivem e, ao mesmo tempo produzem modificações que o (re) constroem permanentemente. Indústria, cidades, agricultura, rios, solos; climas, populações: todos esses elementos - além de outros ­constituem o espaço geográfico, isto é, o meio ou a realidade material onde a humanidade vive e do qual ela própria é parte integrante. 
Tudo nesse espaço depende do ser humano e da natureza. Esta última é a fonte primeira de todo o mundo real. A água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento e todas as outras coisas que existem nada mais são que aspectos da natureza. Mas o ser humano reelabora esses elementos naturais ao fabricar os plásticos a partir do petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias. Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de moradia da sociedade humana. mas principalmente uma realidade que é a cada momento (re) construída pela atividade do ser humano. 
As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo, com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um mundo cada vez mais unitário. Pode-se dizer que, em nosso planeta, há uma única sociedade humana, embora seja, uma sociedade plena de desigualdades e diversidades. Os "mundos" ou sociedades isoladas, que viviam sem manter relações como restante da humanidade, cederam lugar ao espaço global da sociedade moderna.
Na atualidade, não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para o suprimento de parte das suas necessidades materiais, seja, pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura afinal. Uma guerra civil, forte geadas com perdas agrícolas, a construção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas petrolíferas, enfim, um acontecimento importante que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre provoca repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba nos afetando de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos, mas num mundo interdependente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada. 
Para nos posicionarmos inteligentemente em relação a este mundo temos de conhecê-lo bem. Para nele vivemos de forma consciente e crítica, devemos estudar os seus fundamento, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa antes de tudo estar integrado criticamente na sociedade participando ativamente de suas transformações. Para isso, devemos refletir sobre o nosso mundo, compreendendo-o do âmbito local até os âmbitos nacional e planetário. E A GEOGRAFIA É UM INSTRUMENTO INDISPENSÁVEL PARA EMPREENDERMOS ESSA REFLEXÃO, REFLEXÃO QUE DEVE SER A BASE DE NOSSA ATUAÇÃO NO MUNDO. (VESENTINI, J. Willian. Sociedade e Espaço. Atica. 2000. 3ed. 343p.)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fale sempre com o coração cheio de amor (Para refletir)

Fale sempre com o coração cheio de amor

Saiba falar, viu? Pare de ficar ferindo as pessoas com o seu tom de voz e com a sua impulsividade.

Você sabe falar? A pergunta é pra saber se, na sua vida diária, você fala ?conscientemente?. Você tem sempre em mente o fato de que qualquer coisa que diga tem o poder de afetar positiva ou negativamente às pessoas? A maneira como você diz as coisas é tão importante quanto o que diz, e às vezes, muito mais, sabia?

Tem pessoas que se orgulham de serem inteiramente francas, de sempre dizerem exatamente o que pensam, descobrem, mais cedo ou mais tarde, que isto prejudicou seus relacionamentos.

Há ocasiões sim em que uma atitude franca, sem rodeios e firme seja necessária. No entanto, o bom relacionamento com outras pessoas requer uma atitude cuidadosa. Às vezes calar é melhor, viu?

Fique atendo quando começar a falar com emoção. Pare e pense, por um momento, na importância das palavras, viu? Uma língua afiada é a única ferramenta cortante que se amola com o uso. Afinal uma palavra é muito mais que um signo ou um símbolo. A palavra é uma espécie de imã, carregada como uma pilha pela energia da idéia expressa por ela.

Uma simples palavra de apoio é suficiente para renovar as energias de alguém que está desanimado! Sabe por que? Porque as palavras sempre chegam carregadas de energia! E é por isso que são tão perigosas também. A energia das palavras é poderosa e pode ser negativa ou positiva!

De qualquer modo, em qualquer caso, para dizer seja lá o que for, há uma regra que não falha nunca: Fale sempre com o coração cheio de amor! E nunca deixe de dizer alguma coisa, que, na sua opinião, possa fazer diferença na vida do outro, tá? Peça a Deus para tornar suas palavras graciosas, doces, justas e ternas!

A mãe da gente é especialista nisso, né? Sempre diz as coisas certas, do jeito certo e na hora certa!

Bom dia! Bom Divertimento! Uma ótima semana! Uma feliz segunda-feira!

Tenha sempre palavras doces em sua boca. Pode ser que você tenha que engolí-las"


Fonte: www.sabedoriadosmestres.com.br

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O rádio e a Escola (enquete)

A Educação tem nos últimos anos procurado incorporar novas tecnologias ao acervo de ferramentas pedagógicas com o objetivo de transformar os ambientes escolares em lugares atrativos, agradáveis e “plugados”, em seu próprio tempo.
Diante de tantos esforços, tem-se procurado, sobretudo, dar uma importância significativa ao uso das NTIC’s, em especial a Internet e suas múltiplas interfaces. No entanto, apesar de tudo que vem sendo feito esqueceu-se dos tradicionais meios de comunicação de massa como a televisão e, principalmente, o rádio.
Apesar de ter sido amplamente utilizado como ferramenta pedagógica nos anos 60 e 70, aqui no Brasil, o rádio foi sendo deixado de lado e hoje o seu grande potencial não é explorado pela Educação.
A seguir temos um panorama sobre esta discussão, apresentado o resultado de uma enquete realizada com alunos e professores da EEFM Luiz Paulino Mártires, onde obtivemos os seguintes resultados:

1) Com que freqüência ouço rádio?
A – diariamente 33,3%
B – de vez em quando 49,1%
C – raramente 17,6%

2) Quando ouço rádio eu.....
A – concentro-me nesta atividade 31,4%
B – tento ouvi-lo enquanto faço outras coisas 54,9%
C – ligo e deixo sem prestar muita atenção 13,7%

3) quando ouço rádio, em que estou interessado?
A – educação (cursos) 15,6%
B – informação (notícias) 45,2%
C – diversão (músicas, humor) 39,2%

4) Em minha escola existem oportunidades para se ouvir o rádio?
A – quase sempre 13,6%
B – eventualmente 27,6%
C – raramente ou nunca 58,8%

5) Dentro de um projeto pedagógico, na minha opinião, o rádio pode ajudar....
A – muito 74,4%
B – um pouco 25,6%
C – nada ----

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cuidar das praias é uma atitude inteligente e responsável

Ao visitar a praia de Ajuruteua, tenha alguns cuidados com você e com o meio ambiente.
- não pisar as dunas e a vegetação nelas existente;

- depositar os resíduos nos locais indicados;

- não trazer animais

- use protetor solar e

- beba bastante água

Antenado.....

Para você que gosta de uma leitura crítica, interessante e comprometida com a formação cidadã e cristã, visite o site do Jornal Mundo Jovem.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Novas paisagens



Estou viajando e conhecendo novos lugares.....
Até o dia 14 terei a oportunidade de conhecer lugares que só via através dos livros de Geografia...
Quero compartilhar com vocês estas novas paisagens......
Aqui minha primeiras fotografias da cidade de Natal (RN).....Espero que gostem....

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Professor sem licenciatura já pode escolher o curso e fazer pré-inscrição

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira, 30, que os professores da educação básica, que não têm licenciatura, já podem escolher um curso e fazer a pré-inscrição na Plataforma Freire. São mais de 300 mil vagas para o período de 2009 a 2011. Só para o segundo semestre deste ano são 54 mil vagas em instituições públicas de ensino superior federais, estaduais e comunitárias.

Veja aqui a reportagem.

De acordo com o ministro, a Plataforma Freire concretiza o acesso do professor à universidade, conforme prevê o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, lançado em 28 de maio. “São vagas carimbadas para os professores em serviço”, explica.

Para atender aos pedidos das secretarias estaduais e municipais de educação, que somam 331,4 mil vagas, o MEC organizou o ingresso nos cursos distribuídos entre 2009 e 2011. O investimento, segundo Haddad, será de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 250 milhões em 2009.

Além da participação do governo federal e das instituições públicas de ensino superior, federais e estaduais, e de institutos federais na formação dos professores, o ministro diz que estados e municípios também devem fazer um esforço para que seus docentes aproveitem a oportunidade de qualificação. Esse esforço, explica, pode ser no apoio ao transporte e alimentação quando o curso não for na cidade onde o professor reside e trabalha, na liberação de algumas aulas e até solicitando bolsas à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Parceria – Com foco no professor da educação básica que não tem a formação prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), o plano será executado num sistema de parceria, sob a coordenação da Capes. O ritual da formação começa quando o professor entra na Plataforma Freire, cadastra seu currículo (e o mantém atualizado), escolhe e se inscreve em um curso e faz mais duas opções. Os passos seguintes são da secretaria estadual ou municipal de educação a que o professor pertence: ela analisa e valida a inscrição, autoriza a participação do professor no curso e comunica à universidade parceira; a universidade pública ou um instituto federal que recebe o pedido da secretaria matricula o professor no curso, faz a sua formação e o certifica.

Ionice Lorenzoni

Novo Enem


Atenção alunos concluintes do Ensino Médio.
Já estão abertas as inscrições para o Novo Enem. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de julho. Não fique de fora dessa. copie o link abaixo noseu navegador e se inscreva:
http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009/

sábado, 13 de junho de 2009

Uso do Laboratório de informática e navegação na Web...


(Fazendo um Checklist)
É muito importante alguns cuidados no uso do Laboratório de Informática na Escola:
● Dispor de um coordenador para o laboratório (de preferência um para cada turno escolar);
● Manter o Laboratório sempre limpo
● Evitar consumir alimentos no laboratório (biscoitos, refrigerantes, etc.);
● Manter os computadores sempre alimentados através de estabilizadores e/ou no break;
● Seguir as etapas recomendada para ligar/desligar os equipamentos;
● Pedir a ajuda de alguém mais experiente para solucionar os “problemas” cuja solução você não sabe do que se trata;
● Não permitir que o Laboratório se transforme num cyber;
● Evitar tocar na tela do computador;
● Evitar ligar/desligar os equipamentos várias vezes ao dias;

Para que as atividades pedagógicas possam se desenvolver dentro do que foi planejado pelo professor recomendamos algumas “sugestões” apropriadas para professores no desenvolvimento de atividades no laboratório de informática:
● Realizar sempre trabalhos em grupo (ou em duplas), se o número de máquinas for menor do que o número de alunos;
● Definir/discutir, antecipadamente, o temas de uma pesquisa a ser realizada pelos alunos;
● Indicar os sites a serem acessados;
● Permitir que apenas os aplicativos que serão utilizados nas atividades sejam “abertos” pelos alunos;
● Estar sempre presente para acompanhar e orientar os alunos em suas dúvidas;
● Definir tempo de trabalho, (se for pertinente a atividade).
● Solicitar que os alunos não abram e-mail de conteúdos duvidosos;
● Agrupar alunos com maior experiência no uso de computadores com aqueles menos experientes.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A emoção de se ensinar a aprender com emoção

Cybele Meyer
Advogada, artista plástica, diretora pedagógica


Todo indivíduo que senta num banco escolar se torna aluno independente da idade que tenha ou do curso que freqüente seja ele Pré-escolar, ensino fundamental, médio ou uma Pós-graduação, um Mestrado ou qualquer outro. Quando este aluno vai para a escola o seu objetivo maior é receber conhecimento. Este “receber conhecimento”, na maioria das vezes, tem caráter tradicional onde o professor fala e o aluno escuta e anota para mais tarde estudar em casa. Ao estudar suas anotações conclui que muitas explicações foram dificílimas de se entender e muito fáceis de serem confundidas ou até mesmo esquecidas.

As perguntas “como foi mesmo que o professor explicou? Para que serve mesmo isto? Será que isto é importante?” São freqüentes na maioria dos estudantes. Esta situação posso afirmar, é regra e não exceção como pode parecer.

Para que o aluno possa entender as informações recebidas, o professor terá que usar um recurso infalível – a emoção.

Sabe-se que uma situação de emoção (tanto boa quanto ruim), só precisa acontecer uma única vez para ficar registrado em nosso cérebro. Não é preciso ficar preso no elevador, 21 vezes, para se ter receio de andar nele e nem será preciso que se prepare 21 festas surpresas de aniversário para que se tenha boas lembranças dela.

O mesmo deve acontecer com o aprendizado.

Uma aula ministrada com emoção é uma aula com entendimento. Nada se realiza se não passar do cérebro para o coração. Como cita Paulo Freire “ser sábio é saber que nenhuma mudança é possível sem a magia do amor”. E o que é a emoção senão sentir o amor!

O ser humano é o único animal pensante. Ao contrário dos outros bichos não precisa desenvolver o físico para sobreviver. A sua sobrevivência depende da sua inteligência.

Todo o progresso que hoje desfrutamos foi oriundo do pensamento humano diante de uma necessidade iminente.

O pensamento tira o homem da inércia.

Hoje esta herança do progresso é passada para as crianças de forma lúdica através dos brinquedos que reproduzem em miniaturas os recursos tecnológicos de que dispomos.

É comum vermos meninas quando estão brincando de casinha, ao invés de fazer comidinha no fogão, como brincavam as crianças de 50 anos atrás, colocam a comida pronta no microondas apenas para aquecer. Também não saem com o carrinho de supermercado para fazer compras. Usam o telefone ou o computador de brinquedo para encomendar o que precisam e ficam aguardando a entrega. Os meninos manuseiam com agilidade os brinquedos eletrônicos e na telinha dos mesmos vivenciam situações futuristas. Como então podemos continuar a ministrar aulas nos moldes do “eu falo e você escuta?”.

O professor ao preparar sua aula deve propor situações problemas, dentro do assunto em voga, de forma que os alunos possam pensar, raciocinar e criar situações novas para solucioná-los.

Este recurso faz com que o professor trabalhe com o emocional dos alunos. Não deve, de forma alguma, este tipo de atividade ser avaliada através de nota. Isto poderia comprometer a espontaneidade do aluno em se manifestar. Há não muito tempo atrás, nas provas aplicadas pelo professor para avaliação de conhecimento, este exigia que a resposta dada fosse exatamente da forma como estava no livro. Se por ventura o aluno respondesse de maneira diferente, talvez até por insegurança do próprio professor, este considerava errada a resposta e lhe era atribuída nota “vermelha”.Não havia uma preocupação do professor em tentar entender o raciocínio usado. Com este tipo de comportamento a criatividade das crianças era castrada. Havia aqueles mais audazes que por terem convicção do que estavam fazendo tentavam argumentar, mas ao invés de serem ouvidos eram punidos por indisciplina e muitas vezes rotulados como crianças com “problemas de aprendizagem”.

A nota tem que ser uma conseqüência e não uma finalidade Então! Qual caminho a seguir?

Deve-se ter sempre em mente unir conteúdo e prática.

De que adianta sabermos algo se não sabemos onde e como usá-lo! Ao explicarmos as quatro operações, devemos vivenciar isto fazendo compras num supermercado improvisado na própria sala de aula onde o aluno multiplica o preço de um litro de leite pelos 3 litros que quer comprar. Divide uma “promoção” de leve três e pague dois e depois compara o resultado com o preço unitário do produto fazendo com que raciocine se realmente há vantagem nesta compra. Ensine a somar todos os produtos comprados para que ele saiba o quanto custou tudo aquilo e a subtrair para obter o troco. Se a matéria for História “conte” não só mencionando o nome das pessoas em questão. Dê vida a eles. Represente com os alunos. Improvise um teatro vivenciando aquele episódio tão importante. Não é preciso ensaiar, você dá as coordenadas. Eles entram com o “concreto”. Situe-os no tempo não só mencionando datas, mas faça com que se imaginem trajando as vestes daquela época. Situe-os no mapa para saberem exatamente onde fica localizado este lugar em que se passou este momento da História. Mencione a importância deste acontecimento nos dias de hoje.

E assim por diante. Em cada matéria procure explorar ao máximo os recursos que tiver e que criar, procurando sempre interagir com a classe.

Surpreenda-os!

Crie nos seus alunos a expectativa de: Como será a aula de hoje!

Motive-os a pensar, a raciocinar.

Inspire-os para que entrem em situação de criação.

Ao professor que dá uma aula recheada de emoção lhe será dada a resposta maravilhosa com os resultados obtidos pelos alunos que aprenderam com emoção.

Não devemos esquecer nunca que a continuidade da evolução está nas mãos dos nossos alunos de hoje.

CARTA ABERTA À COMUNIDADE: POR UM REAJUSTE SALARIAL DIGNO E UMA ESCOLA

Nós, trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual de ensino, vimos por meio desta carta nos dirigir ao povo paraense, especialmente às mães e aos pais de nossos alunos e alunas, com o objetivo de explicar os motivos que nos levaram a deflagrar a greve por tempo indeterminado. Em fevereiro deste ano, apresentamos ao Governo do Estado as nossas reivindicações salariais e propostas visando à melhoria das condições de trabalho para os servidores em educação. Infelizmente, tanto na capital, quanto no interior, muitas escolas estão sem condições de funcionar e algumas até com risco de desabamento. Porém, o Governo Ana Júlia, além de demorar muito para responder aos nossos pedidos, apresentou uma proposta salarial que não satisfaz a nossa categoria. Para os cargos de nível fundamental ofereceu um reajuste de 12,05%, e 10% para os de nível médio e de 6% para os de nível superior. Se essa proposta fosse aprovada, significaria dizer que nós, independente da nossa qualificação, teríamos nosso vencimento-base igual a um salário mínimo: R$ 465,00. Sendo importante ressaltar também, que o vencimento-base atual de quem tem cargo de nível superior é menor que este valor. Quanto às reformas necessárias e urgentes em algumas escolas, foi elaborado um calendário emergencial desde o ano passado. Entretanto, o mesmo não foi cumprido e hoje se encontra praticamente parado. Sendo assim, por conta da falta de respeito com a nossa categoria e a população, é que decidimos paralisar nossas atividades e protestar contra nossos baixos salários. Além do que a greve deflagrada por trabalhadores e trabalhadoras da educação pretende não só lutar pelos reajustes salariais e melhores condições de trabalho, como também por reformas imediatas nas escolas que se encontram em estado precário. Queremos que este governo possa oferecer ainda aos alunos e professores salas climatizadas, para que tenham um ambiente de aprendizado prazeroso, e acabe com o uso do giz que faz adoecer os que já inalam o pó desprendido do mesmo há muitos anos. Assim, pedimos o apoio de todos vocês. Essa luta precisa ser assumida também pela comunidade, pois precisamos todos juntos, professores, funcionários, alunos e pais, lutar por uma escola pública com ensino de qualidade, com bibliotecas e laboratórios equipados, com atividades culturais, artísticas e físicas para incentivar os nossos jovens talentos. Ou seja, uma ESCOLA PÚBLICA COM QUALIDADE SOCIAL.
Sindicato do Trabalhadores em Educação das Escolas Públicas do Pará- SINTEPP

A diferença entre força e coragem (Para refletir......)

É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.

Se você sente que lhe faltam a força e a coragem,
queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje
com Calor e Amor !

E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz
que há um Amigo, vivendo num outro lado do Mundo,
desejando que você esteja bem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Importância do Livro

O livro é um instrumento que tem uma importância extrema em minha vida, pois em minha vida profissional, assim como na vida de qualquer professor, ele é um “objeto” inseparável em nosso dia-a-dia.
Não acredito que o livro possa estar ameaçado pela presença de novas tecnologias, em especial às ligadas aos meios digitais, como a Internet.
Ao contrário, algumas pesquisas recentes, como a do professor e jornalista José Arrabal, têm constatado que com o auxílio da rede mundial de computadores muitos jovens têm aumentado seus interesses pela literatura, fato que ajuda no crescimento das vendas dos “tradicionais” livros impressos.
Outro ponto importante é que a própria literatura tem a cada dia se apoiado na internet e se popularizado mais ainda com a criação dos e-books, de sites e blogs especializados no assunto, difundindo obras e autores que certamente estariam fora do mercado editorial impresso.
E ainda mais, o que não dizer do já verificado aumento de vendas de livros nos últimos anos depois da chegada dos sites que oferecem estes serviços.
Também não concordo quando alguns insistem em afirmar que o uso corrente da internet, e de seus mais diversos recursos, têm contribuído para enfraquecer hábitos como a leitura e escrita.
Diferentemente dessa opinião, acredito que nunca antes tivermos um meio pelo qual tantas possibilidades podem ser desenvolvidas, já que independentemente do recurso utilizado, temos na internet a oportunidade de utilizarmos tanto a escrita (chats, msn, orkut ,etc) como também o próprio ato de ler e interpretarmos as mensagens que chegam até nós.
É por tudo isso que o livro, assim como outras mídias impressas como as revistas, jornais etc., irão continuar sendo um meio importante de conservação e difusão dos bens culturais e intelectuais que a humanidade construiu, constrói e continuará construindo

O hiper texto na educação

Diante das novas modalidades de criação de textos surgidas com as mídias digitais, temos também que orientar as atividades nas escolas para a capacitação dos educandos no sentido do aprimoramento e letramento digital.
Esse letramtento que segundo Soares “refere-se a questão das práticas de leitura/escrita possibilitadas pelo computador e pela Internet”, não impedirá que se desenvolva com maior eficiência a habilidade da leitura. Ao contrario, corroborará para tal, na medida em que permitirá uma nova dinâmica de leitura não mais baseada na linearidade rígida daquela verificada no texto impresso.
Muitos professores, em especial os de Língua Portuguesa, poderiam utilizar com maior freqüência o hipertexto em suas aulas e, assim, tirar o máximo de proveito desse recurso.
Uma grande parte dos alunos em algumas escolas que já tem a realidade dos laboratórios de informática com acesso a rede mundial de computadores, e já tem contato freqüentes com o hipertexto, e neste caso, precisamos orientar esses alunos para um uso mais critico e responsável desta nova modalidade de leitura e escrita.
O contato mais direto com computadores e, conseqüentemente, com a Internet, permite também o contato com diferentes formas de linguagens, forçando-nos a diferentes leituras e interpretações daquilo a que temos acesso.
Este novo contexto nos leva a encarar um fato muito pouco questionado mediante a hegemonia do livro impresso, a de que as informações são passiveis de questionamentos e, são, sobretudo, perecíveis.
A idéia de autoria compartilhada, característica elementar no hipertexto, deve sim ser compreendida pelos educandos para que os mesmos saibam compreender e ao mesmo tempo se tornarem autores/colaboradores éticos neste novo universo cultural.

Importância do livro didático

Infelizmente é inerente ao gênero humano analisar as mudanças sociais etnocentricamente. Não obstante, as mudanças que ocorrem no setor educacional são analisadas também dentro desta ótica.
Diversos especialistas consideram o uso das TIC’s um ponto primordial para o sucesso atual das praticas pedagógicas. No entanto, se esquecem que as disparidades socioeconômicas, típicas do capitalismo, tornam a apropriação destas tecnologias bastante desigual.
Sendo assim, não me parece válido tecer um discurso que pense no livro didático como algo ultrapassado,quando na verdade, ele ainda não se faz realidade a uma parcela considerável da população mundial, pois a realidade em vários lugares do mundo tem nos apresentado que o uso de tecnologias mais tradicionais, como giz e o quadro negro, ainda são recursos inexistentes.
Isso também acontece com o livro didático que em certos países não se efetivou como recurso pedagógico, e, portanto sua utilização carece de uma prática pedagógica eficiente.
Aqui no Brasil, o livro didático só passou a ser um recurso em todo o território nacional através do PNLD, consolidado nos anos 90. E mesmo assim, muitos professores não têm cabedal teórico-metodológico para qualificar o seu uso. Ou os utilizam dando-lhes uma superimportância, desprezando outros recursos disponíveis. Cabe ressaltar que este problema é uma contribuição dos devassados programas formativos dos cursos de licenciatura no país.
Sendo assim, acredito que como qualquer outra tecnologia, o livro não pose ser simplesmente deixado de lado, em prol do discurso da “novidade”. O livro deve ser utilizado, como qualquer outra tecnologia, e como tal tem suas limitações, e precisa ser pensado sob a ótica da otimização das estratégias de ensino para cada realidade.
Analisando um livro didático de Geografia (GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL – O espaço natural e socioeconômico, de Lygia Terra e Marcos Amorim Coelho) se percebe que há uma preocupação autoral em adequar o livro didático as recomendações do MEC e as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio, incorporando um projeto metodológico que privilegia a aquisição de competências pelos educandos. Do ponto de vista epistemológico o livro está concebido dentro da chamada Geografia Critica. É um livro que, além dos conteúdos, apresenta muitas ilustrações (gráficos, figuras, mapas, etc.) como informações complementares ao que está sendo discutido. A cada temática trabalhada oferece aos alunos outras referências que servem para um aprofundamento do tema, como indicações de filmes, livros e sites.
Este livro não apresenta conteúdos que incentivem a formação de idéias preconceituosas, apresentando as diversidades humanas como algo que precisa ser respeitada.
No entanto, apresenta um problema que é comum a mais de 90% dos livros didáticos brasileiros. Ele não atende as especificidades regionais, colocando ao professor a responsabilidade de não cometer o erro de fazer seus alunos pensarem sob a ótica espacial dos autores do livro.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Amarrando as idéias


A criação das novas tecnologias na sociedade atual oferece novas possibilidades de expressão e comunicação e isto é algo que não podemos mais evitar, e temos que aprender a usá-las, e essa preparação dos educadores é um dos grandes desafios da educação dos dias de hoje.
As tecnologias digitais já estão fazendo parte do cotidiano de algumas escolas, e muitas delas dispõem de pessoal capacitado para lidar com essas diferentes tecnologias, como é o caso dos profissionais foram preparados pelo ProInfo, TV Escola, etc. O problema é que essas tecnologias e esses profissionais não se integram e,por conseguinte,vivem e atuam em um mundo diferente. Em grande parte estas tecnologias não estão incorporadas as práticas pedagógicas das diferentes disciplinas, ainda acontecendo como apenas um complemento do que acontece na sala de aula.
A integração das tecnologias e dos professores devem ser incentivada e fomentada através de atividades de formação que procurem trabalhar de forma mais consciente essa integração.
Outro ponto a considerar neste contexto é que as tecnologias colocam à disposição dos alunos certos conteúdos que estariam inalcançáveis na sala de aula, nas nossas exposições ou nos modos explicativos que desenvolvemos.
Não dá mais para continuar insistindo na tradicional didática do transmissor-receptor, pois ela tem se mostrado inútil atualmente.
É necessário transpormos as fronteiras do quadro-negro,daquele professor que fala aos alunos de um trabalho como se os alunos assimilassem suas idéias de maneira uniforme e instantânea. Temos que estar atentos e levar à sala de aula os recursos que nossos alunos já conhecem e que se bem utilizados podem prestar bons serviços à educação

Mídias e o contexto da escola

Acho que muitas escolas públicas ainda não estão preparadas para o uso das mídias no contexto educacional. E não me refiro apenas à informática/internet. Muitas escolas há tempos receberam o Kit TV Escola, o já ultrapassado vídeo cassete e mais recentemente o dvd e este estão esquecidos ou sendo subutilizados. É certo que em determinados casos nos faltam programas formativos para o uso destes recursos, e, além disso, ainda temos uma forte resistência dos professores em “adequar-se” as mudanças do mundo atual.
Usar novas mídias no contexto escolar é fundamental, pois em determinados lugares por esse Brasil afora é a escola que pode permitir esse acesso a uma grande parcela da população, especialmente a população de baixa renda.
Um professor que domine o uso pedagógico das mídias não só permite ao aluno este acesso como acaba tornando sua pratica em sala de aula mais dinâmica e produtiva

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Por onde começar as mudanças

Com a chegada das novas tecnologias nas escolas podemos considerar que algumas “rotinas” dos ambientes escolares começaram a passara por mudanças. A velha tecnologia do “giz, lousa e saliva” passaram a dividir espaço com os novos recursos áudios-visuais, e por conta desta realidade, um grupo significativo de professores passou a se autodeclarar “modernos” e “inovadores” sem, contudo, muitas vezes, utilizarem novas dinâmicas desprovidas de qualquer referencial teórico e metodológico, sem nenhum objetivo pedagógico.
Sabemos de realidades onde ouso de filmes (com tv, vídeo-cassete, ou dvd) são meramente recursos usados para preencher o tempo das aulas.
Depois do advento da informática, primeiramente chegando aos setores administrativos das escolas, vislumbrou-se uma verdadeira revolução. No entanto, o que temos constatado é que existe uma realidade bastante dispare entre as escolas brasileiras. Existem aquelas que por estarem situadas em regiões longínquas e de difícil acesso ainda não contam nem mesmo com a luz elétrica. Um verdadeiro abismo tecnológico no inicio do século XXI.
Nas escolas dotadas de infra-estrutura como os laboratórios de informática, conexão à internet, projetores, etc. é possível observar que nem todos os professores “sabem” usar estes recursos e, por isso, preferem não introduzi-los em sua prática de salas de aulas.
Mesmo assim, novas possibilidades se apresentam e temos que nos inserir neste contexto para não deixarmos nossos alunos “fora” dessa nova “era digital”.
É importante salientar que os professores que fazem uso destes recursos, alguns de foram equivocada, tem possibilitado novas maneiras de organização do processo ensino aprendizagem, onde o aluno tem que ser “sempre” aquele indivíduo que precisa buscar e analisar as informações que vão solidificar seus conhecimentos, para assim aplica-los de forma consciente.
A escola tem que ser um local privilegiado para se discutir de forma crítica o uso destas novas mídias, pois com tanta informação disponível a escola precisa estar orientando seus alunos para que os mesmos saibam “filtrar” estas informações e usá-las de forma correta.
Para começar, nas escolas onde temos laboratórios de informática com Internet é preciso fazer com que esses laboratórios sejam utilizados pedagogicamente e não como um cyber, como geralmente ocorre. Outra consideração estar no fato de que a própria escola pode estar oferecendo oportunidades, através de oficinas, palestras, etc. para que seus professores estejam se preparando pra esta nova conjuntura educacional.
Estar disposto a “encarar” esta nova realidade é ponto primordial para nós professores, pois somos o principal pontos de apoio nos usos destas novas tecnologias, cabendo-nos dar a elas o uso pedagógico eficaz, e assim , fazer da escola um lugar de formação crítica por excelência.

Analisando a mudança

A sociedade tem vivido intensas transformações nas últimas décadas e em muitos aspectos essas mudanças têm trazido pontos positivos, mas também temos tido pontos negativos, especialmente para a conjuntura educacional que historicamente é um setor que apresenta grande resistência frente as mudança que ocorrem.
Quando se analisa a evolução tecnológica e a sua aplicabilidade na educação percebemos que ainda estamos “séculos” atrasados e, conseqüentemente, temos dificuldades em tornar a escola um lugar que seja atrativo para os educandos.
Não raro, encontramos professores que não conhecem termos ligados a informática como hiperlink, hipertexto, blog, etc. sem falar daqueles que ainda não se alfabetizaram digitalmente. Isso só para falar da informática.
Em alguns casos encontramos alunos que conhecem mais de alguns recursos do que os professores.
Claro que todo instrumento tem que ter seu uso pedagógico analisado e acima de tudo planejado, para não acabarmos colocando apenas mais um “objeto” em nossas salas de aula.
Além do mais, num mundo que muda constantemente e de forma tão rápida não podemos nos preocupar apenas com o “futuro” de nossos alunos. A escola tem que, sobretudo, estar antenada com o presente, fazendo dela um espaço que seja capaz de dar respostas para o mundo de hoje, pois não sabemos ao certo qual “mundo” este aluno irá encontrar daqui a 10 anos, por exemplo.
Claro que não devemos deixar de termos uma visão de futuro, mas com mudanças tão rápidas, cabe-nos, enquanto educadores/formadores possibilitar uma educação com qualidade e voltada para a educação nos dias de hoje.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O uso do Blog

O blog é uma página da Web, cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos de tamanho variável, chamados artigos, ou "posts, e tem na Internet seu meio de uso.
Nos ultimos anos, com a expansão da internet muitas pessoas tem usado os blogs para expressar suas idéias, filosofia política, religiosa etc.
Na educação muitos professores tem se utilizado dos blogs como ferramenta e com isso passam a contar com um recurso a mais no processo de ensino aprendizagem.
O próprio blog do curso de mídias que utilizamos é um belo exemplo de como esta ferramenta pode estar a serviço da educação.
Também já realizei atividade com meus alunos de uma oitava série do Ensino Fundamental onde se utilizou o blog como ferramenta.
O blog tem seus benefícios, porém restrito a Internet ele é um recurso que não pode ser usado de forma efetiva nas escolas que não possuem laboratórios de informática ligado a rede mundial de computadores. Outro problema que se enfrenta é a falta de domínio da linguagem e “meios” que se implementa no uso do blog, pois se requer noções minimas de informática e uso da Internet, e isto coloca um grande número de professores, infelizmente, no grupo de pessoas que não sabem utilizar um blog.
Aqui algumas sugestões de blogs educacionais.
http://midiasnaeducacaopara.blogspot.com/2009/01/cronograma.html
http://blog.portaleducacao.com.br/
http://tdeduc.zip.net/
http://impactosambiencejpii.blogspot.com/2008/11/os-impactos-ambientais-do-local-ao.html

Uso do Rádio

O rádio é uma mídia que está muito presente em meu dia-a-dia. Tenho o hábito de ouvi-lo diariamente logo pela manhã (horário que o trabalho me permite) e também é um dos recursos que utilizo em minha atividade profissional enquanto professor no SISTEMA EDUCATIVO RADIOFONICO DE BRAGANÇA – SERB. Este sistema existe há mais de quatro décadas e nesses anos tem atendido centenas de alunos que tem no rádio a única oportunidade de escolarização. Atualmente o SERB utiliza a Fundação Educadora de Comunicação para transmitir as aulas radiofônicas diariamente de segunda a sexta-feira em dois horários.
O que mais me atrai numa programação de radio é a busca de informações, especificamente sobre a realidade local, pois numa cidade pequena do interior do estado como é Bragança, o rádio acaba sendo quase sempre o primeiro meio de comunicação a transmitir as os fatos que ocorrem na cidade.
Historicamente tivemos alguns projetos que utilizaram o rádio na educação, como o projeto Minerva. Ressalta-se que em áreas rurais, e de difícil acesso, o rádio se transforma numa ferramenta poderosa para incluir as pessoas que, pela própria distância geográfica e pela falta de uma política educacional efetiva do Estado, estariam afastadas do processo de escolarização.

Discutindo Soluções

Acho que muitas escolas públicas ainda não estão preparadas para o uso das mídias no contexto educacional. E não me refiro apenas à informática/internet. Muitas escolas há tempos receberam o Kit TV Escola, o já ultrapassado vídeo cassete e mais recentemente o dvd e estes estão esquecidos ou sendo subutilizados. É certo que em determinados casos nos faltam programas formativos para o uso destes recursos, e, além disso, a resistência dos professores em “adequar-se” as mudanças do mundo atual.
Usar novas mídias no contexto escolar é fundamental, pois em determinados lugares por esse Brasil afora é a escola que pode permitir esse acesso a uma grande parcela da população, especialmente a população de baixa renda.
Um professor que domine o uso pedagógico das mídias não só permite ao aluno este acesso como acaba tornando sua prática em sala de aula mais dinâmica e produtiva.